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Olavo Bilac (1865-1918).

por FJV, em 28.12.18

Não sei se os lisboetas conhecem o Jardim Olavo Bilac – mas os diplomatas deviam conhecê-lo: fica defronte do Palácio das Necessidades (e do ministério dos Estrangeiros) e a designação homenageia o carioca Olavo Bilac (1865-1918), falecido há exatamente 100 anos. Imagem do poeta parnasiano, obsessivo com a própria poesia, jornalista e autor de livros escolares, interrompeu os seus estudos de medicina e de direito para se dedicar por inteiro à boémia literária e jornalística. Parecia um andor de versos, admitamos. Mas o que todos devemos a Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac é sobretudo um soneto, intitulado “A Língua Portuguesa”, um elogio brutal da nossa língua e da sua história: “Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura:/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...” Não há, na nossa poesia, tirando talvez uma referência de Pessoa e um poema de Vasco Graça Moura, tratamento tão emotivo do tema, em torno da língua “em que Camões chorou, no exílio amargo,/ O génio sem ventura e o amor sem brilho”. Abençoado Bilac.

Da coluna diária do CM.

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