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Jobs, e tal.

por FJV, em 26.08.18

Lisa Brennan-Jobs é a filha de Steve Jobs (1955-2011), o fundador da Apple, um dos cérebros mais criativos da era de Silicon Valley e do digital – e, claro, o refrão para mais de uma dezena de livros sobre como era genial: Jobs, o inovador, o visionário, o imperador, o mágico, o líder, o criador do mundo. Passados sete anos sobre a sua morte, Lisa Brennan-Jobs (que o pai rejeitou e abandonou durante anos, antes de realizar um teste de DNA) conta num livro a publicar esta semana nos EUA, Small-Fry, a natureza da sua relação e a forma como sobreviveu a ela. O livro é apaziguador para Lisa (que lhe perdoa tudo), mas é chocante para o leitor: Jobs aparece à luz desses anos 80 da Califórnia, onde os hippies se associavam aos maníacos de ficção científica para criar computadores e engendrar fortunas, como um homem frio, cruel, insensível – mas a quem Lisa perdoa tudo. Já agora, mesmo com a fortuna de Jobs, tiveram que ser os vizinhos a reunir dinheiro para pagar os estudos de Lisa (a quem o pai não instalou aquecimento no quarto para lhe ensinar “um sistema de valores”). 

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O carácter.

por FJV, em 26.08.18

Os casos acumulados contra Trump (soube-se de mais um, extraconjugal) revelam – como se sabia há muito – um caráter ignóbil. Há quem defenda que as questões de caráter não para chamadas para a área da política. São, quando interferem com a capacidade de julgamento ou a confiança dos cidadãos. A morte de John McCain, o senador do Arizona, vem reacender a discussão sobre o destino do partido Republicano, entregue agora a uma vaga de populistas dos quais Donald Trump é a excrescência que chegou ao topo. McCain foi a última tentativa de seriedade na liderança dos republicanos, herdeiro da tradição anti-esclavagista, abolicionista (como Lincoln), conservadora, reformista, e teria dado um bom presidente dos EUA. O populismo, infelizmente, é uma sereia trágica para as lideranças políticas de hoje – e repete, como num guião mal ensaiado, os momentos de torpor e mediocridade de outros momentos da nossa história, quando os eleitorados prescindem de verificar a qualidade dos eleitos ou as mentiras dos seus discursos. À esquerda ou à direita, em doses idênticas, a tentação é grande.

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