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Acasos, 43.

por FJV, em 06.04.11

 

 

Dark Dark Dark, «Daydreaming»

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Ironias.

por FJV, em 06.04.11

O governo, ao decidir extinguir serviços e institutos, decidiu-se pela Direcção-Geral do Livro (o sector responsável por 70% do PIB, criação de emprego e exportação nas «indústrias culturais»...). Afinal, de adiamento em adiamento, a DGLB acabou por não ser extinta — ao contrário do governo.

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Muito mais do que se supunha.

por FJV, em 05.04.11

1. Podia ser um problema psicológico, mas o nome é o mesmo: mentir. Já não se trata da diferença entre inalar e fumar, entre «I did not have sexual relations with that woman» e «I had an improper physical relationship with that woman». Trata-se de mentir.

 

2. Podia ser outro problema psicológico: enterrar a cabeça na areia. Mas não é a mesma coisa. Trata-se de errar em flagrante, de uma nódoa que precisa de ser removida.

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INE.

por FJV, em 05.04.11

Não é absurdo que o Instituto Nacional de Estatística seja obrigado a retirar algumas perguntas do seu inquérito do Census 2011. Absurdo é que a Comissão Nacional de Protecção de Dados não tenha sido chamada, antes, a dar o seu parecer sobre perguntas tão intrusivas. E que ninguém no INE tenha julgado necessário pensar duas vezes antes de mandar imprimir os inquéritos. Maus hábitos do Estado todo poderoso.

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O cantinho do hooligan. Tratado de política geral.

por FJV, em 05.04.11

Ontem, como tinha tomado o meu Victan, dispus-me a ver «O Dia Seguinte» (na SicNot) para apreciar Rui Gomes da Silva; era inteiramente justificado. Passei meia hora a escutar, embevecido; compreendi por que razão foi ele sempre tão mau político e um dos grandes responsáveis pela débâcle do governo de Santana Lopes; percebi que aquela pobre alma atravessa uma crise de puberdade – em público.

Pessoalmente, com toda a sinceridade, o episódio das luzes apagadas no Estádio da Luz não me choca como poderia chocar. Era previsível que acontecesse alguma coisa desse género; desportivamente, tratou-se de uma infantilidade a que Luís Francisco, no Público, acrescenta esta coisa deliciosa: «Retenho um pormenor: assim que se percebeu que os jogadores portistas estavam a usar os repuxos do sistema de rega para fazerem a festa no relvado, estes foram desligados. Quer isto dizer que, enquanto os novos campeões nacionais celebravam a conquista do título, havia uma pessoa (pelo menos uma, mas até deviam ser mais) cuja única preocupação era estragar o momento...»

Durante meses, o Benfica preparou os seus adeptos para o bicampeonato; quando as contas estavam apertadas, tanto Jorge Jesus (à sua maneira, dizendo que não era de 8 a diferença entre FCP e SLB – mas de 5, uma vez que o Benfica esmagaria o FC Porto na Luz) como o meu amigo Juan Gabriel (à sua maneira, com um dicionário que nunca lhe ficou bem) acharam que o melhor era seguir em frente, só lhes restando a cena das luzes apagadas e do sistema de rega ligado. Que Medeiros Ferreira ache que os jogadores do FC Porto «poderiam ter sido mais comedidos nos festejos», é de uma ironia a toda a prova; com as luzes apagadas, eles só poderiam rir a bandeiras despregadas.

Como disse atrás, não me choca a decisão da direcção do Benfica (condenada, aliás, em editorial na última página de A Bola de ontem). Acho compreensível. É um grande trunfo que havemos de brandir em todas as oportunidades.

 

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A conquista do território.

por FJV, em 04.04.11

Notícias depois do bloqueio.

 

 

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Campeão Nacional 2010-2011.

por FJV, em 03.04.11

 

Muito obrigado.

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Sonho recorrente.

por FJV, em 03.04.11

Uma mala de viagem cheia de livros.

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Pertinência.

por FJV, em 03.04.11

«Miúdas de 13, 14, 15 anos. Ficam em coma alcoólico, uma vez levei uma ao hospital. Outra parecia uma boneca de porcelana, sentada no passeio com uma perna para cada lado, sem se mexer.» Um taxista da zona da Av. D. Carlos, em Lisboa. A polícia também vê miúdos & miúdas de 13, 14 ou 15 anos chegarem ao coma alcóolico com frequência. Mas perseguir adultos fumadores tem mais, como dizer?, pertinência.

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O tempo passa, o tempo não passa.

por FJV, em 03.04.11

 

 

Morrissey, «The First of the Gang to Die»

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Diferenças gerais.

por FJV, em 03.04.11

Em Dezembro, escrevi isto sobre a situação da Costa do Marfim: «Espera-se que, desta vez (ao contrário do que aconteceu no Ruanda), a ONU não ceda — e permaneça na Costa do Marfim, pelo menos até à cada vez mais improvável data da tomada de posse de Alassane Dramane Ouattara.» Como se trata de África, a ONU cedeu e, embora permanecesse na Costa do Marfim, deixou que tragédias fossem acontecendo aqui e ali. Em se tratando de África, as tragédias podem acontecer para alimentar o remorso e o lamento da «comunidade internacional». Morrem quantos? 800? 1000? 5000? Ah, pretinhos no meio do mato; estamos sempre a tempo de ficar bem no retrato e de exarar um requiem pelos que são abatidos, no meio de umas exigências aqui e ali. São só números, facilmente empurrados para o meio de outros números. Quem tem paciência para números que se acumulam sobre números? Se for em África, ninguém.

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Douro, 2.

por FJV, em 03.04.11

Régua, a hora da melhor luz.

Fotografias de José Alfredo Almeida.

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Bologna.

por FJV, em 03.04.11

Portugal foi convidado para país-tema da próxima edição da Feira do Livro de Bolonha; ainda não há resposta.

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Douro.

por FJV, em 03.04.11

Régua, entardecer.

Fotografia enviada pelo José Alfredo Almeida.

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Le Carré.

por FJV, em 02.04.11

Adam Sisman vai escrever, finalmente, uma biografia de John Le Carré — para ser publicada em 2014, cinquenta anos depois de O Espião que Saiu do Frio. Robert Harris tinha sido o biógrafo escolhido por Le Carré.

«Famously reclusive, Cornwell last year gave his final television interview, explaining that his life had to be “solitary” in order for him to perform as a writer.

He maintains that his life is of no great interest, saying: “I live on a Cornish cliff and hate cities. I write and walk and swim and drink.”»

 

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Fast food português

por FJV, em 02.04.11

 

 

 Há uns anos — em 2004 — a cadeia Habib's lançou «os pastéis de nata» nas suas lojas (milhares, no Brasil), e foi um sucesso. Agora, passou a servir «bolinho de bacalhau». Fast food lusitano.

(via Gonçalo Soares, o correspondente do Origem das Espécies em Sampa)

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Funchal.

por FJV, em 02.04.11

O Festival Literário da Madeira quase, quase em tempo real pelo Ricardo Duarte.

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Atribulações da fé.

por FJV, em 02.04.11

Pedro Magalhães mostra como o Público lê as sondagens: por alto, e com erros.

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Woolf.

por FJV, em 02.04.11

O mundo não mudou por causa dos seus livros, evidentemente; mas a nossa visão do mundo alterou-se bastante, sobretudo com Orlando, Rumo ao Farol, Mrs. Dalloway ou As Ondas. O feminismo elegeu-a como uma das suas figuras fundamentais, mas o retrato não corresponde; a sua frase famosa («uma mulher deve ter dinheiro e um quarto que seja seu») referia-se à disponibilidade para escrever. E Virginia Woolf escreveu muito e marcou a modernidade de antes da guerra, quer pela sua escrita (uma torrente incessante que contrasta com a sua fragilidade), quer pelo papel que desempenhou como influente inteletual nesses anos difíceis e turbulentos. Virgínia Woolf (1882-1941) morreu há exatamente 70 anos [28 de Março]. Atirou-se às águas do rio Ouse; o corpo só foi encontrado a 18 de abril.

[Na coluna do Correio da Manhã]

 

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Ghandi, de novo.

por FJV, em 02.04.11

O livro leva o título Great Soul (Grande Alma) e com ele Joseph Lelyveld, jornalista do The New York Times, adianta novos elementos para a biografia do Mahatma Gandhi, pouco condizentes com o tradicional retrato, quase beatífico, do líder nacionalista indiano. A sua bissexualidade (a paixão pelo namorado alemão e a queda pelas adolescentes de que se rodeava) é um pormenor marginal. Já o racismo, o fanatismo político, a vaidade histriónica ou a misantropia estão nos degraus inferiores. A verdade é que não há heróis políticos destinados à santidade – coisa que devíamos saber –, nem vidas privadas que não revelem o seu avesso. Tudo isto seria discutível numa figura política que não pregasse moral; já no caso de Ghandi, é mais difícil de aceitar a queda de um mito.

[Na coluna do Correio da Manhã]

 

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