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Congresso.

por FJV, em 12.03.10

Uma boa antevisão, de Bernardo Pires de Lima. Vai ser lá pelas tantas da madrugada, quase de  certeza.

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Está certo.

por FJV, em 12.03.10

Sean Penn defende prisão para jornalistas que chamem ditador a Chávez.

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Acasos, 15.

por FJV, em 11.03.10

 

Azembla's Quartet, «Esquece tudo o que te disse».

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O cantinho do hooligan. Contas futuras.

por FJV, em 11.03.10

Há males que vêm por bem. Mais racionalidade, menos tango, mais jogadores da casa e, se possível, mais talento comprometido. Ou sigam o caminho do fadista: «Não se assustem com os prejuízos das nossas contas.»

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Representante do povo.

por FJV, em 11.03.10

O problema não é, vá lá, a frase («não sei se mentiu, se não mentiu, mas se mentiu nem acho que seja assim muito grave...»), é a imagem geral.

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Meninos.

por FJV, em 11.03.10

Vejo, com surpresa, a surpresa de alguns bloggers sobre as declarações de Lula acerca dos dissidentes cubanos e estabelecendo uma equivalência com «os bandidos» brasileiros. Só quem esteve muito distraído pode ficar surpreendido. Lula não é o único a fazê-lo no Brasil; José Dirceu, Emir Sader, Genoíno, Dilma Roussef, etc., etc. O ar de espanto é mesmo de meninos... Não esqueçam que Lula já entregou à polícia cubana refugiados políticos.

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O clima.

por FJV, em 11.03.10

Os portugueses têm má relação com o clima, que é destemperado – e não moderado. Só assim se explicam tantos avisos das autoridades sobre as ameaças de frio e calor. Desta vez é um pavilhão gimnodesportivo acabado de construir em Beja. Pronuncia-se ‘Beja’, e o que pensam os arquitetos? Calor. Daí que tenham construído um pavilhão sem coberturas laterais por onde entra a chuva e que faz do inverno (já vivi no Alentejo e sei) um pavor. Resultado: o pavilhão, glória do Parque Escolar, não é frequentado. Durante uma visita das autoridades encontrou-se uma explicação, que foi dada aos alunos e professores descontentes: a culpa é do clima e, quem sabe, da humidade gerada pelo Alqueva. Podemos construir maus edifícios mas, quanto a justificações, é a nossa grande especialidade.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Maria Helena da Rocha Pereira.

por FJV, em 10.03.10

Há prémios que nos deixam confiantes. O Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores atribuído a Maria Helena da Rocha Pereira distingue um nome ilustre e querido das Humanidades. Depois de o Estado e o seu bando de ignorantes terem praticamente banido os Estudos Clássicos das nossas escolas e universidades, aviltando-se e tentando humilhar-nos, o prémio da APE aponta um nome, elege uma paixão e escolhe uma trincheira: Maria Helena da Rocha Pereira contribuiu como ninguém para a sobrevivência dos estudos de cultura clássica em Portugal. Quando as autoridades forem chamadas ao palco, espero que corem de vergonha e não repitam as inanidades do costume sobre como estão contentes com este prémio. Ele é uma acusação contra a ignorância e a banalidade. Parabéns.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Uma arte – nobre, cada vez mais desconhecida, a defender.

por FJV, em 10.03.10

 

Por causa dos livros e dos livros que não deixamos que se percam.

Por cada página impressa.

(Aguarde um pouco; demora a arrancar.)

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O cantinho do hooligan. Vai-se andando, vai.

por FJV, em 09.03.10

 

Uma pessoa marca lugar na cervejaria do costume, em Alvalade, e senta-se já com o 1-0 marcado por um coxo chamado Bendtner. Com isto, as chamuças já vêm frias. Imperial atrás de imperial, golo atrás de golo. Imperdível, até eu e o Rui pedirmos a garrafa de Bushmills (minto: as garrafas, cada um a sua). Como o Nuno André Coelho não é trinco mas foi posto a trinco, tem de vir fazer o serviço dos centrais, dois bolbos traumatizados que têm dificuldade em mover-se, cada um deles responsável por seu golo. Ficamos sem trinco e continuamos sem centrais (no jogo com o Sporting, os centrais também estavam com fungos nas chuteiras). Há então um simpático cavalheiro de Torres Vedras que me pergunta, enquanto me relembra o FCPorto-Torreense no carnaval de 1999: «E qual o melhor lugar do Hulk?» Respondo como de costume: «No banco. Pelo menos durante 60 minutos e depois logo se vê.» Ali está ele, Hulk, uma espécie de halterofilista estrábico do Barco do Amor, a arrastar-se no convés, correndo atrás de um cozinheiro anão. O Micael está em baixo, ao nível de uma couve roxa cilindrada. Jesualdo acena que não, move o pescoço (um dia apanhará os tiques do Izmailov, com a desvantagem de não marcar golos). Falcao fez-me levantar duas vezes, menos de metade das vezes que Fucile me fez fechar os olhos, que só abri porque Helton estava entre os postes, e olha lá.

No fim (o fim, mesmo, foi a entrada de Guarín, o barbeiro exilado, e de Mariano, o empregado de mesa do Tortoni — e vocês perguntam «e quem querias tu que entrasse?», e eu digo «queria que entrasse o Cubillas, e talvez o Quaresma, e até o André, ou o Alenichev, ou em desespero o Emerson, com o Drulovic na esquerda, para não ir mais longe»), mas no fim, ia eu a dizer, parece que Jesualdo falou com ar de catedrático em sabática, como se tivesse sido desconsiderado pelo Arsenal. A televisão estava sem som mas deu para perceber que não apresentou a demissão porque um homem é um homem é um homem, nem — como os antigos — se atirou ao chão a rasgar o anoraque. Recebi uma mensagem a dizer «puta que os pariu», era o que me apetecia dizer e percebo, pelos rodapés da SporTV, que o Micael-couve-roxa e o Meireles-alface-Batávia falam de não sei quê e levantar a cabeça, e assim, dar a volta por cima. Mas eu acho que daí até ao fim ainda vamos dar a volta por baixo. Isto lembra-me qualquer coisa. Não estou desanimado, longe disso, mas isto lembra-me qualquer coisa. Razão tinha o outro, «que ganhe o pior», mas nem assim.

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Comissão Bimby.

por FJV, em 09.03.10

Continuam os trabalhos da Comissão Bimby. Não tarda nada, teremos D. Afonso II, o Gordo, a prestar declarações sobre as maldades que fez ao Papa Honório III. Desta vez, está na berlinda um visconde. É bem feito. Cá se fazem, cá se pagam.

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Samuel Barber (1910-2010). (2)

por FJV, em 09.03.10

Nascido há cem anos (cumprem-se hoje, 9), Samuel Barber é um nome pouco conhecido, mas, mesmo assim, merece que recordemos a efeméride. Um nome a mais não destrói o cérebro. Recordo a sua música em dias de chuva – em tempos comecei um livro com uma das suas composições, o notável e popular adágio do seu Quarteto n.º 1 para orquestra de cordas (1938). Se é verdade que Barber é considerado um dos grandes representantes da música e da ópera americanas, o facto não deve afastar-nos do essencial: a sua obra é de uma melancolia absorvente e definitiva, na contramão dos “fabulosos anos trinta e quarenta” – uma profecia sobre o abismo, uma melodia incessante e impossível de esquecer. Vantagens dos tempos modernos: podem ir ao You Tube e escutar o Adágio de Samuel Barber.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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PEC.

por FJV, em 09.03.10

Eu não acredito no PEC. Mas acho graça aos que tanto defendiam o contrário deste PEC antes das eleições e que agora aplaudem, de quatro, a redução do investimento público, o corte nos benefícios sociais, a diminuição nas deduções, o programa de privatizações, tudo. Assim é fácil ganhar eleições e apresentar orçamentos.

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Coisas antes de recentes.

por FJV, em 09.03.10

Trabalhos dos últimos tempos: Susan Sontag, A Doença como Metáfora / A Sida e as Suas Metáforas; Tom Hodkinson & Dan Kieran, O Livro dos Prazeres Inúteis; José Luís Peixoto, Nenhum Olhar (nova edição); Lourenço Mutarelli, A Arte de Produzir Efeito sem Causa. Sem desprimor para nenhum dos outros, os interessados em literatura brasileira que não percam Mutarelli.

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Samuel Barber (1910-2010).

por FJV, em 08.03.10

 

Amanhã, 9, no centenário do nascimento de Samuel Barber.

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Um prémio que nos deixa cheios de orgulho.

por FJV, em 08.03.10

 

2666, de Roberto Bolaño, acaba de receber mais um prémio para a sua edição portuguesa – o de o livro mais roubado das livrarias portuguesas em 2009 (dados Bertrand).

 

Entretanto, ao fim de oito dias e de dez mil exemplares, O Terceiro Reich, de Bolaño, entrou em segunda edição – em primeiro lugar no top Fnac e no das Livrarias Bertrand.

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João de Deus.

por FJV, em 08.03.10

João de Deus, cujo nascimento (há 180 anos, em São Bartolomeu de Messines) se comemora hoje, não ficará na história nem por Campo de Flores, nem pelo seu teatro, nem pela sua passagem pelo parlamento (muito menos). Não sei se é a obra mais vezes reimpressa em Portugal, mas deve estar no topo da lista – a Cartilha Materna ou Arte da Leitura foi publicada em 1876 e constituiu um instrumento fundamental na alfabetização portuguesa, elevando João de Deus à categoria de pedagogo nacional, elogiado no seu tempo e relembrado pela rede de escolas que aplicaram o seu método. Hoje, recordar João de Deus devia ser também uma oportunidade para falar do ensino do Português e das patetices que se fazem nessa matéria. Com tantos teóricos de serviço, temo que seja impossível.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Miss Bolívia.

por FJV, em 08.03.10

Ó Tomás, tu tens cada ideia. Claro que há uma beleza de esquerda e uma beleza de direita. Vamos a contas?

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Empresários amigos do Estado.

por FJV, em 08.03.10

Alertado pelo Miguel, fui ler o original para confirmar. Tudo certo. Carlos Barbot acha natural que os Estados protejam as empresas nacionais. O Estado é bom amigo das empresas; as empresas ficam amiguinhas do Estado, recebem apoios, contratos e bonificações. Há uma série delas na fila, à espera de entrarem na despensa. Os contribuintes, portanto, investem nas empresas privadas através do Estado — só que, ao contrário dos outros accionistas, não entram nos balanços. Só pagam, duplamente.

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Ironias te da el destino.

por FJV, em 08.03.10

Adiar o TGV? Reduzir o investimento público? Como é que consegue um PEC credível com essas medidas? Mas afinal quem ganhou as eleições?

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Acasos, 14.

por FJV, em 08.03.10

 

John Lee Hooker, Rolling Stones & Eric Clapton, «Boogie»

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Acasos, 13.

por FJV, em 07.03.10

 

John Lee Hooker, «One Bourbon, One Scotch, One Beer»

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O cantinho do hooligan. Vai-se andando.

por FJV, em 07.03.10

Dragão de Ouro.

 

Para não contrariar o Bruno não faço comentários. Mas a verdade é que se vai andando e não se encontram explicações benevolentes. Daqui, no entanto, não se ouvirá um queixume; ou irritação, ou piada, ou assim — mas queixume, nada. Por exemplo, Guarín; uma pessoa passa uma semana a insultá-lo com justa causa e, depois, ele dispara e marca no último minuto. A isto chama-se embrulhada

P.S. - Castro, Ukra, Paulo Sérgio. Nem vale a pena dizer mais nada.

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Acasos, 12.

por FJV, em 06.03.10

 

Credence Clearwater Revival, «Bad Moon Rising»

 

Sobre isto preciso de contar uma história. Durante o Verão, no Douro, Pocinho, passávamos uma boa parte da tarde no rio – tínhamos 14, 15 anos. Depois do rio, passávamos por casa do P., um dos nossos amigos. Ele vivia numa cadeira de rodas, e sobre a cadeira de rodas estava quase sempre a guitarra. Sentávamo-nos por ali, em cima do muro, havia uns cedros e Cristalina Laranja, e ele tocava. Não sabia uma palavra de inglês, basicamente; mas cantava «Bad Moon Rising» sem falhas, do princípio ao fim.

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Bolaño no Cais do Sodré, em Lisboa. Hoje.

por FJV, em 05.03.10

 

 

Hoje à noite, no MusicBox, ao Cais do Sodré, um pouco antes da meia-noite, começa a noite de Roberto Bolaño, a propósito do lançamento do romance inédito O Terceiro Reich — em primeira tradução mundial.

Música com DJ Irmão Lúcia (autor da ilustração acima) e Rocky Marsiano.

 

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Acasos, 11.

por FJV, em 05.03.10

 

Jeff Healey, «While My Guitar Gently Weeps»

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Está aí.

por FJV, em 05.03.10

Uma revista para ler do princípio ao fim.

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A inveja mata, mas é entre amigos.

por FJV, em 05.03.10

 

Tremam de indignação e inveja, leitores, como eu. Temos — todos, ai de mim — um longo caminho a percorrer. De nada valem as horas passadas em frente da televisão para assistir às emissões de Nigella Lawson. Anda uma pessoa a alimentar a vaga ilusão de ter fixado aquele olhar, aquela inflexão renascentista, aquele jeito de usar o limoncello para ligar um tempero, aquele roupão, aquela mania de inclinar a cabeça, aquele apetite triunfal, que sei eu — e, de repente, eis Luís Caetano, nesta foto, ao lado de Nigella, ela-mesma. O que resta de tudo isto? Saber que, ao contrário de Luís Caetano — o realizador de, entre outros programas, «A Força das Coisas», um dos melhores programas de rádio portugueses, na Antena 2 —, eu sou capaz de cozinhar as receitas de Nigella. O resto é inveja pura; entraste no top, Luís. Tens a vida feita num oito. Não vale de nada, a partir de agora. Vigia bem a tua sombra.

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A bondade.

por FJV, em 05.03.10

Foi também o idealismo dos seguidores de J. J. Rousseau que permitiu o suicídio de Leandro, um miúdo de 12 anos que se atirou às águas do Tua, em Mirandela, depois de ter sido humilhado e agredido por colegas seus. Para designar o fenómeno criou-se o conceito de ‘bullying’, que não é bastante nem ajuda a explicar por que razão a humilhação de colegas, na escola, se tornou tão preocupante. Os leitores de Rousseau, tal como o filósofo, acreditam na bondade dos ‘indivíduos’ e supõem que a sociedade os decompõe (os ‘indivíduos’ são sempre vítimas e, por isso, os agressores de Leandro já têm o correspondente apoio psicológico, que ele não teve). Não acreditaram que os ‘indivíduos’ eram capazes de aterrorizar de tal maneira um seu semelhante ao ponto de o levarem ao suicídio.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Alice.

por FJV, em 05.03.10

Alice encontra-se hoje connosco no cinema – é um enorme risco, porque o livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, é um dos grandes enigmas da modernidade, erradamente apresentado como ‘literatura infantil’. Longe disso. A obra, que sobreviveu a todas as leituras, tanto serve para explicar cálculos matemáticos como dificuldades da filosofia; tanto ilustra a vontade de rebeldia, como mostra o ridículo da tirania. Imaginar uma Alice de Tim Burton é um problema, porque o melhor, em clássicos tão importantes, é apresentá-los tal como são, literalmente. É a única maneira de não os empobrecer. Veja-se Shakespeare: depois de cada ‘adaptação moderna’, é preciso voltar ao original, para reencontrar a sua grandeza. A grandeza de Alice é, precisamente, o inexplicável.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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