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O cantinho do hooligan. Pomba branca, pomba branca.

por FJV, em 16.03.08

1. Eu disse-te logo de manhã: cuidado com o Ytalo.



2. Associação de Amizade Marrocos-Argentina: Lisandro aos 76, Tarik aos 81. Para estender mais umas semanas. Dezasseis pontos são dezasseis pontos.

3. Encontrei o Miguel na quinta-feira e retive, emprestado, um argumento: é injusto pedir-lhe o esforço de permanecer mais um ano no FC Porto. Elegância é quase tudo na vida.

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Estado de sítio.

por FJV, em 15.03.08
Sobre a intimidade dos políticos revelada em público, sobre os discursos reles, sobre o estado de sítio, nada melhor do que este post já antigo do Filipe: «Gente sem densidade, sem passado, sem miolos, sem livros, sem dinheiro - dos ministros aos rapazitos do shopping - e que assiste impotente a este desvario. Há excepções, claro, mas são mais raras do que o broche de pino.»

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Canções fatais. Silver Jews, «I'm Getting Back Into Getting Back Into You»

por FJV, em 15.03.08


Imagens do vídeo em Jerusalém.

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Canções fatais, memórias pop. Prefab Sprout, «Cars & Girls».

por FJV, em 15.03.08

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Memória.

por FJV, em 15.03.08
O Pedro Correia cita George Steiner (de As Lições dos Mestres) para falar, por exemplo, da importância da memória na aprendizagem; ainda sobre o meu post «A guerra das escolas. Um ponto da situação», é outro dos pontos essenciais da balbúrdia pedagógica promovida pelas autoridades pedagógicas: a desvalorização da memória.

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Piercings.

por FJV, em 15.03.08


Está tudo dito. Mesmo para mim, que odeio piercings. Esta é a notícia sobre a guerra aos piercings. E, como me faltam palavras, peço para ler a Teresa Ribeiro, o João Gonçalves, o Paulo Gorjão, Ana Margarida Craveiro e o Rui Carmo. Às vezes, o absurdo toma conta de tudo, e de tal maneira, que é muito difícil convencer as pessoas de que vivem rodeadas de gente absurda.

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Os almoços não são grátis.

por FJV, em 15.03.08
José Pacheco Pereira paga a conta. Mas diz uma coisa muito certa: a estratégia é, quase sempre, «meter gente séria no saco de gente pouco séria, para ver se na balbúrdia todos ficam sujos». Há aí bastantes exemplos desta estratégia, que tem vindo a anular muitos processos judiciais.

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O porta-voz.

por FJV, em 13.03.08
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, descobriu um princípio que,  a ser seguido por todos os portugueses, aumentaria a nossa auto-estima até níveis de grande esplendor. Cito da imprensa as suas doutas palavras: “Quando se fazem balanços é, certamente, para realçar aquilo que se fez bem. E, foram tantas as coisas que fizemos bem, que não temos de perder tempo com o que fizermos mal.” Vitalino Canas, que há tempos se declarou uma espécie de George Smiley, o personagem silencioso, discreto e amargurado de John Le Carré, vai chegar longe na vida e há-de registar êxito atrás de êxito, até não caber mais em si. É certo que o seu papel é precisamente esse: o de anunciar a salvação do mundo e as boas notícias para os socialistas – e o de reduzir as críticas à dimensão mínima. Tão bem cumpre o seu papel que a sua credibilidade está reduzida a quase nada – ele diz uma coisa, seja sobre o que for, e ninguém acredita. Esse é o motor do seu sucesso. John Le Carré ia adorar.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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A guerra das escolas. Um ponto da situação.

por FJV, em 12.03.08
As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.
Claro que se pode questionar uma avaliação feita contra os professores, mas essa é uma guerra fácil e cheia de armadilhas. Basta ver os blogs, de esquerda e de direita, pedindo autoridade, disciplina e avaliação. Avaliam-se resultados, sim; mas com que instrumentos, com que programas escolares, com que linguagem técnica?
A questão, aqui, não é a de dar crédito aos sindicatos ou às multidões, a de apoiar a ministra (mais uma vez, aliás, é o secretário de Estado Jorge Pedreira que vem salvar a nau...) ou a de considerar que qualquer recuo é uma derrota de José Sócrates. Outras equipas optaram por outro caminho: primeiro, tratar da matéria educativa, dos programas, dos curricula, de um estatuto do aluno sério e capaz, da chegada do rigor (esse sim) ao ensino das ciências e das humanidades – depois, tratar também da avaliação dos professores. Estranho, por isso, que tanta gente caia na armadilha.
Na verdade, esta ministra não tratou de reformar a escola, nem o ensino, nem a educação; tratou, isso sim, e com razoável eficácia, de melhorar as estatísticas e de disciplinar o funcionamento da rede ministerial (desde os célebres corredores da Av. 5 de Outubro às regras para auxiliares administrativos, comportamento de professores e de sindicalistas). Fez bem. Era um ponto. Mas a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se...)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?

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Cores vivas. Ou mortas.

por FJV, em 12.03.08

“Chegou, empurrou a porta com força e deitou o meu irmão [José Torres] ao chão.” Ele tinha sido “um pouco bruto”, diz a crónica do crime de Boticas, publicada ontem no jornal. O que fez então José Torres, de 78 anos? Conta a própria irmã: “Com os nervos foi buscar a pistola e disparou.” Atingiu o outro com dois tiros no coração. O leitor passa por esta história e não lhe encontra o sabor da “criminalidade urbana” que atinge os subúrbios e as noites de Lisboa e do Porto; é um homicídio de vinganças antigas, no intervalo de um jogo de futebol – mas hoje mata-se mais, mais friamente, com o sentido da banalidade muito apurado. Há umas semanas, depois de ter disparado por duas vezes um revólver contra o peito de um antigo amigo com quem andara a jogar à bola da vizinhança (depois, as namoradas separaram-nos), o rapaz olhou à sua volta e perguntou: “Queriam que eu fizesse o quê?” Não é a imagem de um país, mas ajuda a compor o retrato com cores vivas. Ou mortas.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Amado pelo povo.

por FJV, em 11.03.08
Luís Filipe Menezes tem uma tese curiosa sobre o seu lugar na política e no coração dos portugueses: o povo ama-o e votará nele, na proporção inversa à crítica que recebe das “elites” e da imprensa. Mas convém não confundir coisas que são distintas. Um exemplo? O povo aprecia pantomineiros, mas não gosta deles no governo.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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O adeus a Camacho.

por FJV, em 11.03.08
É certo que se trata de futebol, assunto a que se deve dar um crédito de noventa minutos. Mas a forma como José Antonio Camacho se despediu na noite de domingo foi honesta e serena; além disso, foi também uma lição de dignidade. Poucos poderiam fazê-lo desta forma, sem atirar culpas para cima de outros ou sem mencionar “as condições” (que, como se sabe, quase nunca estão reunidas no nosso país). Camacho já tinha estreado uma nova forma de justificar alguns resultados do seu clube ao mencionar que “a bola não entra”, uma evidência indesmentível que não era apenas candura – era também verdade. Desta vez, no seu adeus ao Benfica, Camacho disse mais coisas evidentes: que não conseguiu entusiasmar os jogadores, que eles andavam desanimados e que era melhor contratarem outro treinador. Dito assim, o assunto deixa de ser futebol e passa a ser matéria de carácter. Comparando com o que se diz nestas ocasiões nos nossos estádios, resulta que Camacho é um cavalheiro.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Outras músicas (5)

por MAV, em 11.03.08

 

Em memória de Rogério Ribeiro, Aldina Duarte, a mais autêntica das novas intérpretes do fado.

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Rogério Ribeiro (1930-2008).

por MAV, em 11.03.08
Morreu hoje um grande pintor português, mais conhecido do grande público, provavelmente, pelas ilustrações que fez para Até Amanhã, Camaradas, o romance de Manuel Tiago / Álvaro Cunhal.

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Bibliografia geral.

por FJV, em 10.03.08
O Luís Januário chama a atenção para dois títulos «interessantes»: um, é Da Plurivocidade Vocabular em Agustina aos Galimatias do Medialecto; o outro é Dinâmica Metamórfica e Impura de uma Ana-prolepse Catacrética.

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Invocações.

por FJV, em 10.03.08

O passado é uma armadilha e invocá-lo como garantia de pureza democrática é uma porta aberta para a desgraça. Parece que uns arruaceiros chamaram “fascista” ao ministro Santos Silva. Coisa imbecil. Mas o ex-sociólogo Santos Silva, o mesmo que anunciava um golpe de estado caso Cavaco ganhasse as eleições, tentou ali separar as águas, falando dos heróis da liberdade em 1975, como Soares, Alegre ou Zenha. Nesses anos, Santos Silva queria com toda a certeza uma ditadura do proletariado e, quanto a esses homens, deve tê-los insultado, como era da regra. Maria de Lurdes Rodrigues, a actual ministra da Educação, era, nos finais da década de oitenta, redactora da revista A Ideia, de “cultura e pensamento anarquista”, e na época devia pensar exactamente o contrário daquilo que hoje propõe. Os arquivos estão cheios desses textos. Não vem daí grande mal; as pessoas evoluem, às vezes melhoram, ou basta que mudem. Mas é pena que conservem, lá no fundo, os tiques da época.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Fonética e fonologia.

por FJV, em 10.03.08
Já acabou. Hoje, de manhã, as rádios ainda faziam emissões especiais de Madrid, com a maior parte dos jornalistas contentes com os resultados. Hoje estou compreensivo, e acho natural. Mas  estou contente por outro motivo, puramente linguístico, fonológico e fonético: pelo menos durante uns tempos não ouvirei falar de «Rrrarroy praqui, Rrrarroy prali». E bendigo os argentinos: eles diriam «Rajoi», sempre é mais líquido. E quanto ao número de votos (millones, millones), também estou com os argentinos: eles diriam mijones.

P.S. - De resto, há um fenómeno de vogais abertas na rádio e televisão: Cárdozo, Mákukula; ontem era Ássis e Cámácho.

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Bacalhau.

por FJV, em 10.03.08
Compreendo a lógica do negócio com a Venezuela e, como português, devia ser mais sensível à nossa moeda de troca pelo crude: azeite e bacalhau, por exemplo. Mas não sou. Não sei o que me parece.

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O cantinho do hooligan. Considerações gerais. [Actualizado, lá em baixo.]

por FJV, em 09.03.08
1. O Benfica está em segundo lugar no campeonato; não é nada mau. Bem pelo contrário. Mesmo assim, Camacho despede-se; diga-se de passagem, que de forma muito digna.

2. Sobre o jogo do Benfica propriamente dito, abstenho-me de comentar. Como sempre, a melhor leitura é do Filipe: «O sr. Vieira - "de certeza que um dia mais tarde nos iremos encruzar" ( sic) - vai ter de arranjar alguém que o ature. E que treine o Luís Filipe.»

3. Sobre o jogo do Sporting, também me abstenho, mas rejubilo com o estádio do Vitória de Guimarães eufórico; aquela gente merece. Sinceramente, acho estranho que Paulo Bento continue como se não acontecesse nada, à espera do jogo com o Bolton Wanderers, com um único adepto indefectível na bancada.

4. Sobre o FC Porto, cá vos esperamos.

Actualização: queriam um treinador. N' A Bola já começaram a arranjá-lo. Pensam em tudo, os assessores de imprensa competentes, perdão, os jornalistas, perdão, A Bola.

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Deixem-se de tretas. Beleza pura.

por FJV, em 09.03.08

 

Enezaide do Rosário da Vera Cruz Gomes, ou Naide Gomes. Campeã do mundo.

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Aniversários.

por FJV, em 09.03.08
Os de dois blogs muito especiais, por causa dos livros: o A Terceira Noite, de Rui Bebiano, e o Manchas, de Luís Mourão.

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Bigodada.

por FJV, em 08.03.08


Têm saudades do bigode? Pois aí está um blog essencial.

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O Romancista.

por FJV, em 08.03.08
Começam no Brasil as comemorações dos cem anos da morte de Machado de Assis. Nem que seja para reler Memórias Póstumas de Brás Cubas.

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Weird.

por FJV, em 08.03.08
De facto, Pedro Norton tem razão. Aqui está um site que nos alivia de certo desconforto português. Um presidente da câmara francês ameaçou os seus concidadãos de severas penas caso morram nas imediações: o cemitério local está cheio. O Supremo Tribunal italiano considera crime punível por lei que os homens cocem os seus attributi em público. É ver, é ver.

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E como é que se chamava aquela secção? Ah, sim: «Rir é o melhor remédio.»

por FJV, em 08.03.08
«Os estudos provam que podemos chegar rapidamente aos 300 mil sócios.»

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Estar errado.

por FJV, em 08.03.08
Sobre alguns comentários acerca da posição do Ministério da Educação, convém dizer que a questão não é a de desvalorizar e punir a ministra por estar a ser contestada na rua; digamos que até é um ponto a seu favor. Não ceder à rua é meritório hoje em dia. O problema é outro, completamente diferente: a proposta do ME está errada, cheia de maus critérios. Para os que nunca ou raramente visitam as escolas, ou as conhecem, ou falam com professores, seria melhor ver o que ME fez da vida das escolas e dos bons professores, antes de disparar para os alvos mais à mão para parecerem valentões. Anda tudo de peito cheio a pedir «ponha-os na ordem, senhora ministra».

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Avaliação de professores, 2.

por FJV, em 08.03.08
Lamento muito. Concordo que deve existir uma avaliação de professores (ao contrário de Vasco Pulido Valente), mas não deixo de notar o tom de ressentimento, que é sempre mau conselheiro, naqueles que não vêem nesta questão mais do que um confronto do governo com o Partido Comunista ou com a Fenprof. A arma é tratar todos como se pertencessem ao mesmo saco («pseudoprofessores», «soldados do Partido Comunista», «preguiçosos», etc.) e, pior, tratar uma manifestação de professores como um ataque ao coração da democracia. É de um exagero absolutamente notável e deselegante.

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Avaliação de professores.

por FJV, em 08.03.08
Agradecia aos espíritos disciplinadores que lessem o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de hoje.

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Vem aí o fascismo. [Actualizado.]

por FJV, em 08.03.08
Se estas declarações forem verdadeiras, trata-se de pura esquizofrenia. O ministro Santos Silva primeiro alertava contra o golpe de Estado que vinha aí caso Cavaco fosse eleito; agora, fala de intimidação. É esquecer a sua própria biografia.

Adenda: O mesmíssimo se deve dizer, evidentemente, dos «democratas» que antes lhe chamaram «fascista», um conjunto de patetas que defenderam o muro de Berlim, que em 1975 queriam uma «comuna de Chaves» e que chamavam o Copcon para pôr os estudantes na ordem. Eu conheço-os bem.

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Canções fatais. Beth Gibbons: «Mysteries»

por FJV, em 07.03.08

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