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por FJV, em 24.10.07
||| Referendo, qual referendo? Acordem.
De acordo com Pedro Sales: o povo pode não perceber o Tratado; até admito que se esteja nas tintas para o referendo; «mas percebe bem quando está a ser enganado».
[FJV]

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por FJV, em 24.10.07
||| Filmes que nem de encomenda.
A senhora, alegadamente co-autora do livro, já viu o filme «e amou». Quanto ao meu amigo Nicolau Breyner, e cito do Diário de Notícias, «a indústria implica que haja filmes destes, os chamados filmes de encomenda»
[FJV]

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por FJV, em 24.10.07
||| Revista da imprensa. Vida pública. Capítulo 1: os palitos la reine.






A revista Lux publica uma carta do líder parlamentar do PSD em que este desmente que, durante o espectáculo de Rod Stewart no Casino Estoril, tenha «trocado mensagens telefónicas e envios, pelo ar, de pedaços de palitos à la reine [sic] com Cinha Jardim». A «notícia é completamente falsa».
A revista, por seu lado, acha que a insinuação é «grave e descabida» (a directora da Lux, esclarece, esteve de facto nesse evento, «mas numa das primeiras cadeiras da referida mesa, ao passo que PSL estava quase ao fundo da sala») e, para o que nos interessa, «reafirma que voaram palitos la reine na referida mesa». Ficámos cientes. Voaram.
[FJV]

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por FJV, em 24.10.07
||| Justiça.
«Devem os juízes ser eleitos?» É este o tema da conferência de Carlos Abreu Amorim, na Universidade Lusófona, na próxima sexta-feira, às 11h00.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| Insultos nos blogs. Bloggers, comentadores e usurpadores.
Notícia no El Pais:
«Insultos, comentarios ofensivos o incluso publicidad engañosa. Mensajes que buscan intencionadamente provocar la reacción del autor del blog o de los otros comentaristas. Son los llamados troll, y buscan desde divertirse hasta molestar al blogger o desviar la discusión que se está manteniendo. El mundo blog, el universo que ha permitido a millones de personas compartir opiniones, aportar datos o explicar sus vivencias personales, empieza a mostrar su lado más vulnerable. Los casos de juicios por injurias, acoso, problemas empresariales aireados, empiezan a proliferar. Y la impunidad de la que se ha gozado hasta ahora empieza a resquebrajarse.»
A reportagem merece e deve ser lida. Os bloggers serão, a curto prazo, os responsáveis pelo teor dos comentários afixados. Por outro lado, o insulto passa a ter um preço.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| Urbanidade e sensibilidade, nada mais.
Não conheço os «contornos» de toda esta história. Mas, em vez de termos notícias, todos os dias, acerca das idas e vindas de uma professora vítima de cancro, o Ministério da Educação, mais o da Segurança Social ou o da Saúde, já podiam ter arranjado tempo para demonstrar um pouco de urbanidade e de sensibilidade. Há coisas que não deviam depender de regularidades processuais e de fichas mais preenchidas. Governar não é apenas administrar fichas e processos; é também tomar decisões, interessar-se e manifestar opinião. Ou há coisas mal contadas ou a história é imoral.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| O cantinho do hooligan. E nós que estávamos preocupados.
Agora sim, muita coisa se explica. Eu, que até estava preocupado e me preparava para apoiar a rapaziada no jogo contra o Celtic, volto atrás rapidamente. Adeus patriotismo. Eles estão ricos.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| Ilegalidade.
O que se passa com a Farmácia de Santa Catarina, no Porto? Uma história incomum.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
|||O Tratado é complicado de mais.
De novo, excelente crónica de Manuel António Pina no JN de hoje:
«Dir-me-ão que Sócrates, na campanha de 2005, nos garantiu que haveria, que repetiu o mesmo já este ano (como que por acaso no dia 25 de Abril), que CDS, PCP, BE e o presidente da República o disseram também, que o PSD ainda há um mês o dizia. Só que, depois destes anos todos, já sabemos quando os políticos mentem: é quando estão a mexer os lábios. Não gastaria, por isso, cera com tal defunto não fosse o argumento de Vital Moreira, porta-voz oficioso do Governo, contra o referendo: o Tratado é complicado de mais para a mente simples do "cidadão comum", se o "cidadão comum" tentar lê-lo não passa da segunda página. Acha Vital Moreira que os "cidadãos incomuns" que se sentam na AR lerão o Tratado de fio e pavio e só o votarão depois de o compreenderem. Ora só quem não conhece o espírito crítico e a independência e craveira intelectuais que vão pela AR é que não lhe dará razão.»

[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| Caros senhores do Jornal da Região.
Caros Senhores: por motivos que não vêm ao caso, interesso-me apenas moderadamente pelo que se passa no meu concelho. A minha freguesia tem limites muito flutuantes e não passa de um polígono cujos vértices são as escolas onde andam os meus filhos, a minha mercearia preferida, a tabacaria mesmo defronte de casa, a estação dos comboios e, com algum esforço, o paredão junto da praia que frequento quando me apetece. Reconheço que há mais coisas, como a Pastelaria Garrett, o Cruzeiro, a loja de flores, a livraria (que é mazinha) e o restaurante brasileiro do Sr. Toninho, que faz um mocotó supimpa. Compro a imprensa, regularmente, na tabacaria do Sr. Artur. Ora, de cada vez que abro a caixa do correio, vejo vários exemplares do vosso jornal com informações muito precisas e, provavelmente, correctas, sobre o que se passa no meu concelho. Acontece que eu não estou muito interessado no assunto. Devia, se quisesse ser bom cidadão, mas não estou. A caixa de correio, que é minha, serve-me para receber encomendas da Amazon, facturas da EDP, das Águas de Cascais, correspondência do banco e, eventualmente, cartas. Em tempos afixei lá um autocolante generosamente fornecido pelo meu amigo Rui, que pedia o favor de não meter lá publicidade indesejada. Uns dias depois, o autocolante tinha sido rasgado e havia três-exemplares-três do Jornal da Região. Ora, o Jornal da Região, sinceramente, não me interessa. Nada de pessoal; reconheço o vosso esforço jornalístico, prezo a vossa deontologia e o vosso sentido de oportunidade (esta semana tem uma peça sobre Nuno Eiró e Vanessa Oliveira e o anúncio de uma Marcha pela Saúde). Mas acontece que eu compro bastantes jornais e revistas para consumo próprio; é coisa que me basta. Lamento informar-vos, aliás, que os dois exemplares do vosso jornal, tão diligentemente colocados na caixa do correio, vão inevitavelmente parar ao lixo (sim, ok, para reciclar). Quando vou à mercearia ou ao talho há lá bastantes exemplares e calha de vez em quando ler isto ou aquilo; mas isso basta-me. Peço-lhes, portanto, o favor de não me entregarem mais exemplares do vosso jornal na caixa de correio de casa. Sou um mau munícipe. Sou um munícipe indelicado que não se interessa pela carreira do Carcavelos (que acaba de ganhar ao Talaíde) ou do voleibol do Nacional de Ginástica da Parede (quando muito, sigo o rugby do Cascais). Hoje tinha três exemplares do Jornal da Região, três cartas com facturas, um folheto de publicidade de um astrólogo ou argonauta ou marciano (confundo-os bastante), dois folhetos de ginásios, e outras coisas inconfessáveis. Mas três exemplares são demais. Um é demais. Agradeço a atenção, mas dispenso.
[FJV]

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por FJV, em 23.10.07
||| Educação Artística.
Atenção ao Educação Artística Forum, animado pelo Carlos Araújo Alves. Objectivo: promover um debate público e aberto sobre os rumos da Educação Artística em Portugal. O link é este e para participar é necessária uma inscrição, coisa de meio minuto.
[FJV]

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por FJV, em 22.10.07
||| Então?
Se há coisa que acho desagradável é o silêncio do Tomás Vasques.
[FJV]

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por FJV, em 22.10.07
||| Tratado Europeu. Não é Tratado Português.
Como diz o Álvaro, «Portugal, que no sistema de votos ponderados pesava 3,47%, passa a "valer" apenas 2,14%, enquanto a Alemanha, que tinha 8,4%, passará a pesar o dobro, com 16,75% do total dos Vinte e Sete». Isto são contas feitas.
[FJV]

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por FJV, em 22.10.07
||| Morram de inveja.











Rubem Fonseca, o novo livro: O Romance Morreu (edição Companhia das Letras), crónicas sobre literatura, escrita, vida de escritor, viagens, charutos, tudo o que Rubem tinha vindo a publicar em avulso. Morram de inveja porque este já cá canta. E como canta.
«Uma coisa talvez esteja acontecendo: a literatura de ficção não acabou, o que está acabando é o leitor. Poderá vir a ocorrer este paradoxo, o leitor acaba mas não o escritor? Ou seja, a literatura de ficção e a poesia continuam existindo, mesmo que os escritores escrevam apenas para meia dúzia de gatos pingados?
Kafka escrevia para um único leitor: ele mesmo. Recordo Camões. Ele era um arruaceiro, e acabou na prisão, ou por motivos de suas rixas ou por ter se envolvido com a infanta Dona Maria, irmã do rei João III. Para obter o perdão do rei ele propôs-se a servi-lo na Índia, como soldado. Lá ficou 16 anos e, afinal, a bordo de um navio voltou para Portugal, acompanhado de uma jovem indiana, que ele amava, e a quem dedicou o lindo soneto "Alma minha gentil, que te partiste". O navio naufragou e Camões só pensou, durante o naufrágio, em uma coisa: salvar o manuscrito dos Lusíadas e dos seus poemas. Deixou a mulher amada morrer afogada (confesso que especulo), e perdeu todos os seus bens, mas salvou os seus manuscritos. Para quem ler? Estávamos no século XVI e muita pouca gente em Portugal sabia ler. Mas Camões pensou nesse punhado de leitores, era para eles que Camões escrevia, não importava quantos fossem eles.»
[FJV]

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por FJV, em 22.10.07
||| Livros que deviam ser vendidos na farmácia.
Defendo há muito que há livros que deviam ser vendidos na farmácia, com ou sem receita médica. Uma pessoa chegava ao balcão e dizia: «Não tenho dormido bem.» «Ah», o farmacêutico com ar triunfal, mas preocupado, «e o que anda a ler?» «Bom, tenho andado a ler isto e aquilo.» «Deve ser por isso. Tenho aqui um livro que vai ajudá-lo. Depois traz-me a receita.»
Ou: «Digestões difíceis, sabe como é, eu tomo Kompensan e Rennie, mas nada.» «Sei.» «E passo mesmo mal.» «Sei, sei o que é. Não me diga que anda a ler esse livro novo, esse que anda aí.» «De facto.» «Pois não pode. É acidez a mais, um nadinha de mau ressentimento, isso provoca mal-estar. Acho que tenho aqui o livro ideal, e não precisa de receita, já é antigo, um clássico. Vai ler uma página à hora de almoço e pelo menos dois capítulos depois de jantar.» E embrulha o livro.








Estou a ler a biografia de Shakespeare, de Peter Ackroyd (edição da Teorema): é difícil não sermos transportados, desde as primeiras páginas, para esse mundo de florestas dizimadas em Stratford-upon-Avon (é uma das imagens mais fortes), participando num filme de época, conhecendo o nome das ruas, a fortuna de John Shakespeare, a inteligência da mãe de William, a infância de um homem que usou todas as máscaras.
[FJV]

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por FJV, em 22.10.07
||| Espionagem com Z de Chávez.
Eh, eh, eh, eh. Z de Zapatero foi espiado por Z de Chávez.
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por FJV, em 22.10.07
||| O PSD a 100%.
O PSD é de esquerda ou de direita? Depende. Manuel António Pina no JN.
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por FJV, em 22.10.07
||| Escutas ilegais: não sei.
Ferreira Fernandes lembra o óbvio sobre as escutas telefónicas ilegais; mais uma razão para que o PGR deva esclarecer o assunto. É evidente que a PJ vai ter dificuldade em trabalhar o assunto, mas o aviso fica.
Também é evidente outra coisa: os condes, viscondes, marqueses e duques protestam contra a história do telefone; mas deviam protestar contra os casos não resolvidos.

Ler o post de Filipe Nunes Vicente: «No entanto, é frágil: o chefe está sob escuta, um autarca pode ser morto por causa de um caminho vicinal ( aqui há tempos um foi mesmo morto), a Guarda é recebida à pedrada e a tiro qual matilha de cães raivosos. Há uma dissonância evidente, as pessoas percebem isso. Quando um preso preventivo é posto em liberdade, os media uivam como lobos e o aparato é enorme; quando o Estado é enxovalhado num rincão longínquo, a notícia é de rodapé. O Estado parece reservar para si o monopólio da violência no sentido em que a exerce apenas quando e como quer.»
[FJV]

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por FJV, em 21.10.07
||| O cantinho do hooligan. Já me esquecia.









1. Evidentemente que eles, os sul-africanos, mereceram ganhar. Tanto assim é, que ganharam mesmo. Mas, transportando o assunto para o hooliganismo de blog, fiquei com dúvidas depois daquele ensaio não validado, de quatro obstruções não assinaladas em período fatal e até de um fora de jogo. Enfim, se fosse em Portugal, eu diria que se tratou de uma grande roubalheira, mesmo que não tivesse sido. Mas eles ganharam e bem. E fiquei contente por ver o jogo dos The Boks, Die Bokke, ou apenas Amabokoboko.








2. Esta é uma imagem do Tia Alice, um dos melhores restaurantes de Portugal, em Fátima. Já tenho ido lá em romaria e nos últimos tempos fui obrigado a pensar bastante nele; os meus amigos sportinguistas que façam reserva porque há mesas para todos.

3. A bola não entra. Há muito tempo que ninguém era tão honesto no futebol português como Jose Antonio Camacho, que revelou o grande motivo de alguns empates e desaires do Benfica: a bola não entra, que é que querem que eu vos faça? Porque, como se sabe, só se ganham jogos quando há golos, e só há golos quando a bola entra na baliza dos adversários. Essa bola nefanda e orgulhosa que não entra na baliza. Aí está como tudo se explica, afinal. Apoiem a bola, sejam solidários com a bola, façam mimos à bola, e ela acabará por entrar. O guarda-redes Quim já chegou a essa conclusão: «A bola insiste em não entrar na baliza.» É chato.
[FJV]

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por FJV, em 21.10.07
||| A queda de um anjo.
Os «condes, viscondes, marqueses e duques» do Ministério Público e outras agremiações contestam os termos da entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, e querem que ele se demita. Ontem, quando li a entrevista (de que gostei bastante), pensei que isto iria acontecer. Evidentemente que há aqui questões processuais; é nelas que «os condes, viscondes, marqueses e duques» se detêm (o telemóvel sob escuta, pouco mais). O resto é mesmo isso, boa entrevista.
Mas, evidentemente, para lá do ar escandalizado da reacção, há uma evidência: o Procurador-Geral da República não é Santana Lopes a almoçar em Canal Caveira. Agora, todos estamos com grande curiosidade acerca do seu telemóvel. Está sob escuta? Quem está a escutá-lo? É Nokia ou Siemens? É Vodafone, Tmn ou Optimus? Tem capas coloridas como as gravatas de Rodrigues Maximiano, ou é sóbrio como um juiz e nem câmara fotográfica possui? Que ruídos ouve o PGR quando fala ao telefone? Que campainha activou? Abrir a caixa e depois fechar a porta, não dá. Todos queremos saber, todos temos o direito de saber se alguém anda a escutar o nosso PGR. Também queríamos saber mais coisas (por exemplo: quem mais «ouve ruídos» no telemóvel ou no telefone do gabinete), mas ficamo-nos por aí. O que não obsta nada à existência de «condes, viscondes, marqueses e duques», estejam tranquilos.
[FJV]

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