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Shakespeare, Timão de Atenas.

por FJV, em 25.06.13

Até ao fim do mês a Companhia de Teatro de Almada está no Teatro Nacional D. Maria II com uma peça de Shakespeare, Timão de Atenas. Há dois motivos muito sérios para vê-la. Em primeiro lugar, trata-se de Shakespeare, o autor mais importante de todo o nosso cânone; depois, é a derradeira encenação de Joaquim Benite (estreou no ano passado, logo a seguir à sua morte, em Dezembro), continuada por Rodrigo Francisco. Benite era um encenador culto, inteligente e terno – e a sua leitura de Shakespeare (encenou Othello, O Mercador de Veneza e Troilo e Créssida) reconduz-nos à proximidade com a poesia e a tragédia dos homens. Timão de Atenas é uma advertência sobre a vaidade e a ingratidão, mas também sobre a renúncia ao bom senso, temas eternos de Shakespeare. Ver a peça é, pois, uma dupla homenagem: a Joaquim Benite, que devemos recordar; a Shakespeare, que nunca devemos esquecer.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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