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Snowden.

por FJV, em 21.06.13

Atravesso o Rio das Pérolas, diante da baía de Xiangzhou. É impossível não pensar no destino de Edward Snowden, escondido em Hong Kong. Os jornais, naturalmente, exploram a natureza das relações entre os EUA e a China – e não faltam teorias conspirativas nem condenatórias que arrastam Snowden para a lama. Há uma diferença abissal entre o seu caso e o de Julian Assange: onde a WikiLeaks vertia informação sobre relações entre Estados, o programa divulgado por Snowden interessa a todos os cidadãos vigiados, em qualquer parte do mundo, pela segurança americana. A ameaça terrorista é um argumento tão elástico que pode tornar-se inaceitável quando os critérios da cibersegurança global se transformam numa porta aberta para a violação da privacidade e para a captura indiscriminada de informações que o Estado e as suas agências partilham, arquivam e usam como se fossem proprietários dos cidadãos.

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