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Sir Lancelote.

por FJV, em 21.06.13

Eu não sabia quem era Lancelote Rodrigues até, há alguns anos, um amigo (Ferreira Fernandes) mo recomendar como uma enciclopédia sobre o Oriente e, sobretudo, sobre Malaca – onde nasceu em 1923 – e Macau, onde viveu desde os 12 anos. Era conhecido como o padre dos refugiados (portugueses de Xangai na década de cinquenta – uma história por contar – vietnamitas, chineses, malaios, indonésios e cambojanos depois, além de dissidentes de toda a espécie, que recambiava para outros países), mas a sua vida complexa, astuciosa e sábia, levou o padre Lancelote a percorrer os bastidores da vida do Oriente e a conhecer, como quase ninguém, os atalhos invisíveis que se cruzavam sobre o Rio das Pérolas. Teria dado (e deu) um bom e magnânimo espião. Sir Lancelote, pois, porque foi condecorado por Isabel II em 1992 (três anos antes de Portugal o distinguir com a Ordem do Infante) – e porque era um cavalheiro, poliglota, amável, cuidadoso. Morreu anteontem e ficou registado no livro dos grandes portugueses. 

 

 

 

 

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