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Quando falamos da poesia grega contemporânea é indispensável referir três nomes centrais, como Giorgos Seferis (prémio Nobel em 1963), Yannis Ritsos ou Odysseus Elitis (Nobel em 1979). Mas, sobre todos eles paira, tutelar, o de Konstantinos Kavafis, cuja obra não ultrapassa os 154 poemas (acrescidos de alguns deixados incompletos), que o leitor português pode ler em tradução de Joaquim Manuel Magalhães e Nikos Pratsinis (edição da Relógio d’Água). O seu mundo é o do Mediterrâneo, a sua língua é o grego moderno tingido da influência da poesia inglesa, o seu território é o da melancolia, a sua cidade é Alexandria, onde nasceu e morreu. A nostalgia que marca os seus versos vem da tradição clássica (até nos seus temas centrais, como a sexualidade), onde procurou as raízes de uma lírica cheia de penumbras e delicadeza. Completaram-se esta semana 150 anos sobre o seu nascimento e 80 sobre a sua morte.
[Da coluna do Correio da Manhã.]
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