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Islândia.

por FJV, em 05.05.13

Embora povoada desde o século IX, a Islândia independente apareceu no mapa depois da II Guerra (com o apoio dos EUA). Nos anos oitenta, o país contava cerca de 200 mil habitantes (hoje 320 mil), a venda de álcool estava proibida durante a semana e não havia televisão creio que às quartas-feiras. Teve um prémio Nobel em 1955, Halldór Laxness (autor de O Sino da Islândia, obra-prima). Não é por acaso que produziu bandas como os Sugarcubes ou Sigur Rós, literatura como a de Yrsa Sigurðardóttir, sagas e mitologias, a poesia da Edda e o belo Hávamál. Num país que vivia da pesca e do turismo (com padrões elevados de qualidade de vida, mas também de sobriedade), as tropelias financeiras levaram o país à «falência». Essas tropelias e o endividamento excessivo eram um corpo estranho na ilha tranquila. Os sacerdotes do exemplo islandês não compreenderam que tudo tem a ver com o «modo de vida».

 

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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