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Irwin Shaw.

por FJV, em 27.02.13

 

Ao contrário dos que contribuíram para a história do “grande romance americano” (Dos Passos, Steinbeck, Faulkner, Vidal, Roth ou Norman Mailer), o seu nome foi muito mais considerado como contista ou dramaturgo e guionista. Injustamente. O seu livro mais famoso, uma saga familiar, em dois volumes, que a televisão popularizou (Homem Rico, Homem Pobre, com Peter Strauss e Nick Nolte, livro de 1969) é um gigantesco fresco da sociedade americana e dos seus mitos fundadores e desagregadores, com a guerra pelo meio. Os mesmos temas visitam Amor numa Rua Escura, Regressado da Morte, Lucy Crown ou Os Jovens Leões, todos traduzidos para português, tal como Entardecer em Bizâncio. Irwin Shaw nunca escreveu para a América grandiosa; talvez por conhecer o lado obscuro da glória que fabrica a pobreza e o sofrimento. É um clássico que infelizmente o tempo arrasou. Nasceu há exatamente 100 anos, que hoje se assinalam.

[Da coluna do Correio da Manhã]

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