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Erroll.

por FJV, em 15.06.11

Dos seus discos, os únicos originais que tenho são os duplos Play it Again Erroll (de 1974) e The Elf. The Savoy Sessions (de 1976). Só os comprei depois da morte de Erroll Garner, em 1977 – um pianista que sempre me deu a ideia de ser bastante tímido e mais melancólico do que merecia. Isso deve-se à interpretação do seu tema mais famoso, «Misty», um monumento do jazz que passa de década para década (é de 1954) transportando a beleza quase cinematográfica que os ouvidos de hoje lhe atribuem. Há quem lembre o seu piano a acompanhar Charlie Parker em «Cool Blues» (nunca ouvi essa versão), que devia ter sido brilhante e inesquecível; mas a verdade é que «Misty» é incomparável, como o prova o filme de Clint Eastwood, Play Misty For Me. Erroll Garner completaria hoje noventa anos.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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10 comentários

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De henedina a 20.06.2011 às 01:22

Devo dar-lhe os parabéns, fjv ?
A cultura democratizou-se e descentralizou-se, apesar de ainda ser Lisboa, Lisboa, Lisboa e depois Porto, Porto e o resto do país.
Ser secretário de estado da cultura num governo de troika precisa de muita imaginação espero que tenha tb sido por isso que o PPC escolheu um escritor e, espero, nenhum nepotismo. O poder corrompe, cuidado. E atenção aos jantares não queremos um secretário de estado morto. E ponha lá na agenda as Correntes quero continuar a vê-lo lá.

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