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Camões.

por FJV, em 14.06.11

Carlos Reis, coordenador dos programas do ensino básico, acha que “talvez devesse ser dado a Camões um outro realce, não apenas quantitativa mas também qualitativamente”. Tem razão. O problema é que Portugal tem um problema com Camões – e não é literário, como devia ser (porque é um génio de dimensão universal). É, em vez disso, de natureza política. Desde o século XIX que, infelizmente, Camões é sinónimo de patriotismo. Primeiro, pela mão dos republicanos; depois, pela do Estado Novo; depois, alternadamente, ora pela “esquerda cívica”, ora pela “direita das escolas”. De fora fica Camões como um génio a ler, reler e comentar. Às vezes, no Dia de Camões e das Comunidades, apetecia sugerir a leitura do autor de Os Lusíadas – um soneto que fosse, uma redondilha. Hão-de ver que é deslumbrante.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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6 comentários

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De FJV a 15.06.2011 às 15:20

Caro Renato: eu não concordo é com a ideia de que ler Camões é um acto de civismo ou de patriotismo, ou de que Camões é o nosso patriota número um. A leitura política de Camões é desejável; mas a escolha de Camões e dos Lusíadas como «emblema patriótico» tem uma história muito flutuante.

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