||| Corpo, traiçoeiro.Os textos dos blogs médicos deviam ser mais lidos entre nós. Às vezes leio as experiências descritas pelo
J., ou no
Blogame Mucho, por exemplo, e volto atrás para ter muita misericórdia por ele, pelo corpo imenso dos que sofrem. O sofrimento é mais real do que parece, mais inútil, menos metafísico. E nasce um grande respeito por aqueles que, tocados por doenças terminais, resistem até onde podem; ou desistem, com ou sem dignidade. A dignidade é boa para observar nos outros. Mas morre-se bastante sem que a dignidade nos devolva a vida. Não tem nada a ver com tranquilidade, com esperança, com determinação. Morrer com dignidade, morrer em silêncio, deixar um rasto de coisas por fazer. Não há mais nada, em certas alturas.