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Ponto da situação.

por FJV, em 13.11.10

Paula Rego, The Dance

 

1. Os governos de coligação nascem de acordos pré-eleitorais ou «de incidência parlamentar» — não são feitos para salvar a face nem para salvar a Pátria que, aliás, suponho que não deseja ser salva, mas ter um governo decente, uma administração sensata e poder confiar. A experiência de governos de «salvação nacional» não é recomendável, tal como a nomeação de primeiros-ministros que não tenham ido a votos e resultem da conciliação de interesses que possam ser contestados na rua.

2. Uma coisa é um governo de coligação nascido de eleições ou de um acordo parlamentar; outra, um governo para salvar os negócios da república do bloco central; outra, ainda, um governo de coligação para salvar o actual, poupando-o ao desgaste e ao «escrutínio eleitoral».

3. José Sócrates nunca aceitaria um governo de coligação. Sócrates é um dos políticos mais hábeis do regime e não só acredita que o próximo ano trará números que lhe permitirão dar a volta por cima como, além disso, confia plenamente na capacidade (já demonstrada) do PSD em provocar trapalhadas. Ele conheceu o perfume do poder trazido por uma maioria absoluta conquistada nas urnas — não aceitaria sair pelo seu próprio pé e não tem razões para o fazer.

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