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A reler.

por FJV, em 20.10.10

«Estes são os melhores anos de Portugal. Não temos ilusões e está tudo por fazer. Nada esperamos da Europa, das obras públicas ou da canalha que nos prometeu o céu.»
Luís M. Jorge, no Vida Breve


«Somos todos iguais – eis o que se descobre nos autocarros – um igualitarismo rodoviário, co-financiado pelo Estado, não vale a pena simular enjoos perante o que se ouve, a pornografia da alma é uma grande conquista das nossas sociedades, todos nus e de mãos dadas num reality-show ininterrupto.»
Bruno Vieira do Amaral, no A Douta Ignorância

 

«Os departamentos criativos encheram-se de quadros médios e de filisteus pomposos (o que há na pompa para estar sempre associada à pobreza?). De um dia para o outro substituimos as campanhas por uma bosta inerme e esverdeada a que chamamos acções, ou conteúdos. De maneira que não consigo afastar esta sensação de falhanço. Hoje em dia trabalharia nas obras, se trabalhar nas obras rendesse, vamos lá, dois mil limpos por mês. Ou, melhor ainda, ia para a marinha mercante. Imagino-me com uma cana de pesca na popa de um petroleiro, a cofiar a barba e a morder o cachimbo, a caminho de Singapura ou da Malásia.

Nas profissões manuais, a percentagem de imbecis é muito inferior à média dos serviços. O bulshit é ontológico, libertador — dizem-se coisas estapafúrdias sobre a vida e as mulheres, mas leva-se o trabalho a sério. Nos serviços, não. Qualquer labrego imprestável nos dá secas sobre a performance, o ROI e a excelência

Luís M. Jorge, no Vida Breve

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