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Freedom.

por FJV, em 06.10.10

Freedom, de Jonhathan Franzen, foi anunciado como o grande romance americano da década. Comecei a folheá-lo num voo sobre o Atlântico que nos separa da América, mais do que da sua cultura – o retrato não é assim tão genial, mas é conhecido: uma classe média triste, desiludida ou apenas pantomineira e imatura, a viver nos subúrbios, como nos livros de Updike ou Yates. O que é curiosa é a sua, digamos, “mensagem”: os grandes valores americanos foram sendo destruídos e falta “espiritualidade” (visível na crítica de Franzen aos seus próprios personagens) à vida dionísiaca dessa classe média. É um retrato da geração que toma comprimidos para impedir o caos da sua vida, ou que sucumbe diante da necessidade de fazer escolhas. Lá como em outro lado, a vida não esta fácil.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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