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Ora aí está.

por FJV, em 29.09.10

Evidentemente que estas medidas se tornaram necessárias, mas não são as melhores, nem são as mais indicadas. Politicamente, este primeiro-ministro, este ministro das Finanças e este governo são os mesmos que sempre negaram a sua necessidade e que adoptaram outras em sentido contrário (das SCUTS à subida de impostos, do aumento dos salários da função pública à manipulação dos números do desemprego e do crescimento). Encostada à parede desde os idos de Maio (quando o primeiro-ministro foi pessoalmente – e duramente, na fronteira da humilhação – confrontado em Bruxelas com o descalabro das contas e com a necessidade de mudar o rumo), esta gente trabalhou apenas no sentido de manter o poder, de preparar a temporada política e de verificar a inevitabilidade deste pacote, mas negando-o sempre, mentindo sempre que pôde a propósito do défice e do orçamento, balbuciando sobre o Estado social, as obras (pois que todas seriam lucrativas, como asseguravam as suas trombetas) e o investimento públicos. Quem não os conheça que os compre.

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