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Onde começa?

por FJV, em 29.09.10

O reaccionário está de volta. Eu. Associo-me ao redesenho da pátria apresentado pelo Filipe N.V., e em breve evocarei o embarque do Principe, em Sines, a caminho de Génova e do exílio. Mas notícias como esta são «interessantes»: a CP já não encomenda mais comboios novos e arranjou maneira de avariar o concurso internacional. O PEC e o Ministério das Finanças encarragaram-se do assunto. A aquisição de «novo material circulante» é uma inevitabilidade, mas recomendo aos senhores leitores que apreciem o modo como parte dele é deixado ao abandono, de portas e (alguns) janelas escancaradas nos arrabaldes das grandes estações. Carruagens que não são lavadas, nem por dentro nem por fora; casas de banho que não são desinfectadas nos prazos regulamentares; pó, lixo e óleo acumulados e nunca removidos das composições — o que fazer senão comprar «novo material circulante»? Volto aos países nórdicos (não me venham com estatísticas...): carruagens de outrora continuam com o aquecimento a funcionar ao fim de dezenas de anos, assentos cómodos continuam a oferecer os seus préstimos, carruagens são vistas a receber mangueiradas estrepitosas nos terminais, viajantes pouco cientes são repreendidos em tempo, etc. O que se passa connosco? O país suja os nossos comboios, ou os nossos comboios estão sujos porque não são limpos e a pátria acrescenta-lhes mais lixo em função do desleixo? Às vezes penso que não me importava de oferecer um limpa-vidros, uma esponja, coisas práticas.

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