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Paulo Nozolino.

por FJV, em 02.07.10

Paulo Nozolino recusa o Prémio AICA/MC 2009 «em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo». O Estado está habituado a mudar as regras quando lhe convém e como lhe apetece, independentemente dos compromissos assumidos e publicados. «Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.» Primeiro, na cerimónia da entrega do prémio (uma distinção e não um concurso), dão a Nozolino um papel dentro de um envelope, onde lhe prometem um cheque; no dia seguinte, pedem-lhe uma declaração fiscal, como se Nozolino tivesse realizado um trabalho para a Direcção-Geral das Artes e o fotógrafo tivesse respondido uma encomenda. É uma novidade absoluta no comportamento do Estado com um premiado – que não pediu para ser premiado.

Termina assim o comunicado de Paulo Nozolino, publicado no site da editora Frenesi, e intitulado «Um Estado que não sabe lidar com homens feitos de uma só peça»:  «Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.»

 

 

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