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O hooligan em Danger Point. Cabelo.

por FJV, em 11.06.10

O editor de desporto do Times queixava-se outro dia da forma como a BBC escolheu os comentadores do Mundial: eram todos profissionais ou ex-profissionais do futebol e tinham doutoramentos em jogo corrido pelas alas ou em passes longos e defesa concentrada à maneira do Tottenham dos anos setenta. Ex-futebolistas, ex-técnicos e ex-pessoas, no fundo. Para isso (explicar por que razão Simão não pode entrar sempre pelo mesmo ponto da área, por exemplo), bastavam dois deles (o outro mencionaria coisas como «transposição defesa-ataque», «a bola escapa-se pelo eixo da defesa» ou «basicamente ainda não marcámos porque Deus é da Costa do Marfim») e desocupavam-se os estúdios. Por exemplo, alguém que abordasse assuntos praticamente metafísicos como o penteado dos jogadores – o de Liedson, que exige «pente 3», e as cristas no tecto da cabeça de 70% da selecção nacional. Não compreendo como, observando com alguma minúcia o cabelo de Djaló (que não está lá), não se atiraram a eles com um barbeiro à antiga portuguesa, capaz de em cinco minutos resolver o problema. Eu, que passei um ano a pedir a cabeça de Belluschi para a entregar ao barbeiro, e que teria impedido a entrada em campo de Hulk por vários motivos mas um deles seria o seu corte de cabelo nos últimos jogos (a imitar Belluschi), não compreendo como Queiroz não se preocupa com isto, em vez de andar a pensar como há-de meter a selecção a jogar à maneira do Sporting que perdeu com o Benfica (o 6-3, lembram-se, certamente).

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