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Sanguinetti.

por FJV, em 25.05.10

Na morte de Edoardo Sanguineti (1930-2010) recordo que li uma antologia sua na minha adolescência. Foi estranho alguém falar na “na possibilidade da contemplação”. Mas li-o sobretudo como crítico (Sanguineti era um estudioso de Dante – publicou um ensaio provocador, Dante Reacionário – ou de Bocaccio, além de um grande especialista em estudos clássicos, gregos e latinos): inteligente e moderno, quase tanto como “alinhado” com o partido comunista, antes e depois da queda do Muro de Berlim (“nem em Cuba existe socialismo”, dizia), o que não lhe roubou a capacidade de encantar-se com as palavras e a poesia. Este genovês cosmopolita dizia que a poesia não estava morta – mas leva uma vida clandestina. São muito diferentes os caminhos que levam até ela.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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