Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Uma beleza desconhecida.

por FJV, em 13.05.10

O discurso de Bento XVI no CCB, ontem de manhã, é um curioso roteiro das relações entre a religião, a cultura, a racionalidade e a história. O seu apelo final (“Fazei coisas belas, tornai as vossas vidas lugares de beleza.”) recupera um ideal iluminista que a modernidade destruiu no meio do ressentimento e do desejo de morte. A humanidade educada no meio do transitório (ou dedicada ao tempo que passa) não compreende o que há de radical nesse incitamento. Porque se trata de um desafio terrível, que só a arte pode traduzir. O resto é obra interior, silenciosa, espantada, individual – e não admite multidões. Bento XVI sabe como é um confronto terrível: “Não tenhais medo de vos confrontar com a primeira e última fonte da beleza”, disse ele. Deus é um relâmpago desconhecido.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

Autoria e outros dados (tags, etc)




Blog anterior

Aviz 2003>2005


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.