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Joaquim Vital.

por FJV, em 11.05.10

Conheci Joaquim Vital (1948-2010) em Casablanca, longe de Paris e de Lisboa. Não se tratava apenas de um editor português em França, onde vivia desde 1973, depois de sete anos de exílio em Bruxelas; era o editor de La Différence – o que significa que publicou excelentes livros (de ensaio, ficção e arte) e bons autores (com ele aprendi a gostar de literatura marroquina). Surpreendeu-me a sua afabilidade (que contrastava com a fama de ser irascível) e, ao mesmo tempo, a ironia delicada e excêntrica com que falava de Portugal e de literatura. A sua morte na passada sexta-feira, em Lisboa, deixou-nos sem um interlocutor. Mais do que isso, para não sermos egoístas: deixou a Europa sem um editor à moda antiga, que publicava livros de que gostava. O que é cada vez mais raro.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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