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Diplomacia e graciosidade.

por FJV, em 05.05.10

 

Claro que há este caso cómico entre os jornalistas da Sábado e o deputado Ricardo Rodrigues, mas nos média de hoje há também uma entrevista a um antigo operacional das FP-25 de Abril, transmitida hoje pela Antena 1, e realizada pelo jornalista José Manuel Rosendo. Vamos a factos: «António», o codinome, hoje «sensato», diz que as FP-25 não queriam copiar os modelos do «bloco de Leste» nem os países do «bloco dito imperialista», mas pensavam numa «via diferente baseada no poder popular»; não «estávamos de acordo com aquilo que chamávamos democracia burguesa, queríamos uma democracia virada para as organizações de base, como as comissões de trabalhadores, comissões de moradores», ou seja «uma coisa diferente daquilo que se tinha passado nas outras revoluções». «António», que se considera «um político operacional» qque participou «em algumas dezenas de operações», acha que as FP-25 foram «a continuidade dos Baader-Meinhof, do Sinn Féin» e «lá do Maio francês», e acha que tudo isso era, na verdade, impossível; foram «os últimos da Europa a apanhar esse comboio», uma velharia que, a 30 anos de distância, «não tem sentido». Os assaltos a bancos eram acções de «recuperação de fundos»; no meio desses «assaltos a bancos ou recuperação de fundos» a «forma de estar» das FP «era de forma a não utilizar a violência», «com total sentido de diplomacia»; «tínhamos alguma graciosidade, entre aspas, quando entrávamos nalgum banco para recuperar fundos». Também vale a pena ouvir a partir do minuto 27'.

 

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