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Falsificações.

por FJV, em 16.04.10

O meu primeiro trabalho no estrangeiro, como jornalista, foi na Alemanha, em 1983 – para acompanhar o julgamento de Konrad Kujau, acusado de forjar uns falsos diários de Hitler. Esforço notável: mesmo condenado em tribunal, é preciso dizer que os 61 cadernos volumosos e totalmente escritos por Kujau reconstituíam a história do nazismo e a biografia do facínora, um monumento historiográfico. A National Gallery de Londres vai agora organizar uma exposição dedicada às grandes falsificações na pintura europeia; há verdadeiras obras-primas no catálogo, e algumas sem dúvida mereciam melhor sorte. O estudo da falsificação é útil para percebermos a política. Por exemplo: o futebol de Figo era verdadeiro e genial. Já o seu apoio a Sócrates deve ser avaliado por um especialista.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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