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Silêncio, compaixão, ajuda e pudor.

por FJV, em 21.02.10

 

 

A tragédia só tem um nome: tragédia. A força da natureza destruiu uma parte desse equilíbrio entre ela mesma e o povoamento da Madeira. Uma das mais belas cidades portuguesas, ou a mais bela, o Funchal, ficará abalada durante muito tempo por essa tragédia. Ao recordar a beleza profunda, irremediável e fantástica dos seus cerrados, das suas florestas, picos, falésias, do seu rumor ilhéu, não se pode senão ficar do lado dessa gente orgulhosa que sofre com o isolamento e a claustrofobia – e, agora, com a destruição. Mais tarde, poderemos discutir o ordenamento, a ocupação do território, o urbanismo. Agora, silêncio, compaixão, ajuda e pudor. Mesmo se a memória nos atraiçoa em nome da beleza transitoriamente perdida do Funchal, uma varanda humana e luminosa sobre o mar.

[Na coluna do Correio da Manhã.]

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