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Rosa.

por FJV, em 03.02.10

Gostava muito da Rosa Lobato de Faria (1932-2010). Entrevistei-a algumas vezes (numa delas  quase chorando em estúdio, com a evocação de J. Figueiredo de Magalhães, o seu marido e editor que fundou a Ulisseia), como escritora (a de O Prenúncio das Águas ou O Pranto de Lúcifer), e admirava o esforço profissional e a inocência que marcavam os seus livros. Eram também características dela: inocência, profissionalismo, dedicação às coisas. Um bom-humor invejável e, certamente, invejado. Gostava da Rosa – e do seu riso, da sua inaptidão para a seriedade absoluta, convencional e postiça. Esse rosto perfeito que passou pelo cinema, pela televisão e pela literatura sempre me comoveu. Aparentemente ingénua, aparentemente «superficial», Rosa conhecia a sabedoria das mulheres de família e tentou escrever sobre esse mundo. À sua maneira, fê-lo com raríssimo entusiasmo. Aos 77 anos, por isso, este é um adeus inconformado.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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