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Em busca da sensatez.

por FJV, em 02.02.10

Tolera-se a um primeiro-ministro que seja humano e se ofenda com o que a imprensa diz sobre ele. Pedir a Sócrates que ignore a opinião dos outros seria talvez de mais. Não é fácil resistir; compreende-se. Porém, exige-se de um primeiro-ministro que mostre a distância, a superioridade e a largueza de espírito que convém aos homens de Estado, que não se deixam abalar por causa de uma página de jornal nem se deixam governar a si próprios pela ideia de uma popularidade flutuante e arriscada. Sucede, pois, que “o caso Mário Crespo” é uma desnecessária amostra de fragilidade. A “vida pública” depende, em primeiro lugar, da qualidade das atitudes das “figuras públicas”; procurar “uma solução” para jornalistas desafectos não será uma forma de melhorar a qualidade da democracia.

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