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A oportunidade fez o tiro no pé.

por FJV, em 15.09.09

Domingos Lopes deixou o PCP. Ouvi-o na rádio queixar-se sobretudo de questões internas, relacionamento entre o partido e os militantes, pouca atenção dada aos militantes, questões de «democraticidade» (mas que «os objectivos» continuavam os mesmos) e, além do mais, a novidade – que a todos parece ter escapado – de que a URSS invadiu a Checoslováquia em 1968 e de que Jaruzelzky tomou o poder na Polónia através de um golpe. Ora, durante estes quarenta anos, Domingos Lopes conviveu com as imagens de Praga a ser invadida (em Agosto de 1968) por tanques soviéticos e (em Janeiro de 1969) de Jan Palach imolando-se pelo fogo, em protesto. Havendo estas duas datas disponíveis e simbólicas, a opção de Domingos Lopes recaiu em Setembro, em vésperas das eleições.

Por outro lado, recordo-me de, há poucos anos, ter entrevistado Domingos Lopes para um programa de livros na então RTP2, e de os acontecimentos de Praga terem sido de tal forma relativizados que cheguei a pensar que Alexander Dubcek era mesmo um traidor.

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