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Viva Kerensky.

por FJV, em 07.11.17

Como era de esperar, têm sido publicadas grandes evocações sobre o “farol de esperança” constituído pela revolução russa de 1917. O tom geral é simpático e promíscuo, o que se explica facilmente com a leitura desses textos: todos queriam a revolução (na história é impossível voltar atrás) mas sem o Gulag, os milhões de mortos e a longa lista de horrores comuns que se lhe seguiram – e, já agora, sem os seus clones e sociopatas, de Estaline a Mao e Pol Pot. Duvido se seria possível. Passam hoje, de qualquer modo, 100 anos sobre a tomada do Palácio de Inverno, data central da revolução – e o efetivo afastamento de Aleksandr Fyódorovich Kérensky, chefe do governo russo entre 21 de Julho e 7 de Novembro de 1917. Kérensky (que nasceu na mesma cidade que Lenine, Simbirsk, mas onze anos depois) foi o responsável pela primeira transição democrática russa, depois da “revolução burguesa” de Fevereiro, e o homem que ficou entre dois mundos, odiado pelos bolcheviques como pelos czaristas. Fica como uma figura de romance, esquecido, romântico e inábil – morreu em 1970, nos EUA.

 [Da coluna no CM]

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