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Totti, totus tuus.

por FJV, em 29.05.17

Ontem, depois de ter vencido o Génova (o 3-2 foi de Diego Perotti aos 90 minutos), parecia que o clube romano estava a festejar o segundo lugar no campeonato – mas não: era a despedida de Francesco Totti, o número 10 da AS Roma. Melhor: o eterno 10 da AS Roma. Em futebol, 25 anos na equipa principal são uma eternidade – quase toda a vida de Totti, ‘Il Re di Roma’ ou ‘Il Capitano’. O homem que podia ter jogado noutros clubes – e ganho muito mais dinheiro – e nunca saiu “do clube do seu coração”. Hoje, “clube do coração” não quer dizer nada a não ser que se esconda a “cor do coração” e Totti nunca o fez: onde ele estava, estava a AS Roma, no lugar de campeão, no de segundo (a Roma é campeã de segundos lugares), no de sexto, no de antepenúltimo. Ontem, Totti encheu de lágrimas o Estádio Olímpico. Aos 40 anos Totti já não “fazia a diferença”, nem a Roma está na primeira linha. Mas ao vê-lo, ali, reunindo milhares de adeptos para a sua despedida, só podíamos ter inveja daquela glória hoje tão rara. Não no futebol (“É um mundo que não me agrada, cheio de gente que não gosta de futebol, que só gosta de dinheiro”, diz Totti). No mundo dos homens que ainda são humanos.

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