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Tolerância, mas de ponto.

por FJV, em 05.05.17

O Bloco de Esquerda não se opõe à “tolerância de ponto” para a função pública na sexta-feira, 12 de maio, por ocasião da visita do Papa. Por um motivo essencial: porque se trata da “competência exclusiva do governo”, e nisso o Bloco não se mete, e não se opõe – posição muito diferente da que tomou há sete anos, quando houve dois dias de “tolerância de ponto” por ocasião idêntica. Sete anos mudam muito na vida de um partido e a lista das piruetas do Bloco é extravagante mas inteligente, de acordo com as sábias palavras do dr. J. Miguel Júdice, que acha que as piruetas são a essência da política e que os bons políticos mentem primorosamente. Ainda a “tolerância de ponto”: acontece que os portugueses que não trabalham para o Estado não têm essa graça concedida – mesmo fazendo prova de que são católicos. Compreende-se; devem existir razões de logística: no trânsito, nas “acessibilidades”, no sistema policial, na relação com a Igreja ou com os muitos eleitores da função pública, a quem aproveito para saudar por ocasião da melhoria das condições meteorológicas durante esse fim de semana.

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