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por FJV, em 22.08.07
||| O deserto.
É para quase toda a gente evidente que o senhor ministro da Administração Interna não aprendeu nada com o seu trabalho anterior. E devia. Vendo bem, e lendo bem as suas declarações na SIC, trata-se de um falhanço político que tenta refugiar-se em armadilhas jurídicas. O seu papel, naquele momento, era essencialmente político.
[FJV]

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por FJV, em 24.07.07
||| DREN.






A ministra da educação arquiva processo contra Charrua sem aplicar sanção disciplinar. Diz o despacho: «A aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável [...]». Podemos ficar mais tranquilos; a Dra. Margarida Moreira, que tinha coleccionado todas as reacções dos blogs, da imprensa ou de sms a propósito da sua sanha policial, foi desautorizada sem uma única vez se ter escrito o seu nome. Ora, cumpre fazer essa pergunta: o que acontecerá agora à Dra. Margarida Moreira? Alguém lhe explica o essencial?
Também é necessário dizer qualquer coisa ao coordenador dos deputados socialistas na comissão de Educação, que dizia que «é evidente» que «é preciso fazer qualquer coisa quando os políticos são achincalhados na rua». Tenham cuidado com esta gente. Às outras pobres almas, enfim.

Adenda - Espera-se o comentário de Paulo Gorjão. No fundo, passaram-se 62 dias (sessenta e dois!) desde que o Presidente da República pediu para ser esclarecido sobre o assunto. Pessoalmente, não me considero esclarecido. Continuamos sem saber o que levou a DREN a promover um inquérito que só teve forma pública neste despacho, e passados sessenta e dois dias. Continuo sem saber se as denúncias por sms têm relevância política e disciplinar na função pública. Continuo sem conhecer a natureza do processo disciplinar. Continuo sem saber, naturalmente, qual a natureza da ofensa. Tal como o Paulo, eu também não sei o que é «rapidamente esclarecido» na opinião do Presidente da República. Mas sei que há coisas que ainda não estão esclarecidas.
[FJV]

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por FJV, em 05.06.07
||| DREN.
Seria um absurdo se a responsável da DREN não fosse reconduzida no seu cargo. Foi reconduzida. O despacho tem a data de 8 de Maio, anterior à polémica. Mesmo assim, seria absurdo que não fosse reconduzida. Seria um reconhecimento.
[FJV]

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por FJV, em 20.05.07
||| Respeitinho, 2.
Parece-me óbvio que é necessário tirar conclusões do caso da suspensão do professor, quer ele seja Fernando Charrua, quer ele seja José Silva. Vasco Pulido Valente escreve hoje no Público que se trata do «primeiro português condenado por um crime político, depois do “25 de Abril” ou, se quiserem, depois do “25 de Novembro”»; não sei. Mas o inquérito está em curso e a responsável pela entidade que suspendeu o professor promete «um inquérito justo»; ora, interessa-nos saber o que apurará «o inquérito justo» que tivesse justificado essa suspensão. O que seria tão grave assim? Esse inquérito deve ser, portanto, tornado público. Todo. Por um motivo: os cidadãos devem poder saber que riscos correm no seu emprego, e os dirigentes da administração pública devem saber o que podem decidir e o que não lhes é permitido decidir. Causa estranheza que, entretanto, o Ministério da Educação tivesse dispensado o professor, invalidando uma posterior reintegração na área dos recursos humanos da DREN. O governo deve esclarecer isto.
[FJV]

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por FJV, em 20.05.07
||| Respeitinho.
O que é lamentável sobre este assunto (professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates, sinal de que os mais papistas do que o papa se multiplicam) é que não tenha havido reacções, desmentidos, seja o que for. É o caminho aberto para a punição da licenciosidade e para a legitimação da pequena delação, da vigilância e do autoritarismo. Se a notícia do Público é inteiramente verdadeira, o Ministério da Educação só poderia enviar um sinal: impedir a suspensão do professor.
Ver a opinião de Filipe Nunes Vicente.
[FJV]

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por FJV, em 19.05.07
||| Zelo.
Há sempre gente zelosa, como a directora deste serviço. Leiam e aprendam. E respeitinho.

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por FJV, em 29.04.07
||| Denúncias.
«A filosofia oficial de combate à corrupção parece partir do princípio que os funcionários públicos são uma espécie de bufos virtuosos, gente incorruptível, incapaz de fazer intriga ou denúncias caluniosas, mas perfeitamente capaz de trair os colegas. O apelo à denúncia é, na melhor das hipóteses, um sinal de impotência e degradação moral das "autoridades" que supostamente deviam combater a corrupção.» João Miranda no Diário de Notícias de ontem.

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por FJV, em 25.04.07
||| Há vozes.
Ouvem-se coisas, ouvem-se coisas. Já não há estado de graça.

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por FJV, em 25.04.07
||| Assim é que devia ser.
Obrigado, Pedro, por esse pedacinho de ironia.

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por FJV, em 25.04.07
||| Portas.
Desculpem não alinhar no discurso ético sobre Paulo Portas e o seu regresso ao PP/CDS. Portas vai trazer alguma agitação, o que é saudável para toda a gente. Tenho uma certa pena de Ribeiro e Castro, mas está a fazer falta um cafajeste.

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por FJV, em 25.04.07
||| Discursos do 25 de Abril.
Parece que Paulo Rangel fez queixinhas em nome do PSD; parece que José Sócrates, infelizmente, começou a identificar o «bota-abaixismo», tal como Jorge Sampaio falava da «cepa-torta» e da necessidade de «pensamento positivo» (lembram-se de Francisco Cuoco, na novela O Astro?). Não é um bom sinal, mas esperava-se o quê?

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por FJV, em 24.04.07
||| Pela boca morre o peixe.
Coisas que não se devem dizer:
«C'est sans doute un miracle (rires) ! En tout cas, c'est inespéré.»

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por FJV, em 22.04.07
||| Esquerda.
Depois do episódio da UNI e da tese da conspiração de direita que visava «destruir o governo», José Sócrates precisa de aliados na esquerda. Mas não precisa de dizer que não se lembra «de nenhum outro Governo que em dois anos tenha deixado tantas marcas de esquerda». As pessoas assustam-se.

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por FJV, em 22.04.07
||| Divertimento.
É uma das entrevistas mais divertidas deste fim-de-semana (a de J. Pina Moura ao Expresso). É que ele tem razão. Pina Moura diz que a sua aceitação do convite para administrar a TVI «tem um pressuposto ideológico» e que «não há nenhum projecto empresarial que não tenha objectivos políticos, nomeadamente na comunicação social». Mas acha as críticas de Marques Mendes «uma calúnia e uma ingerência intolerável nas opções empresariais legítimas de uma empresa». Vamos lá: uma coisa ou outra, mas nada de garantias de inocência.
O problema é que Marques Mendes, com os episódios do seu passado, não pode fazer críticas dessa natureza sem sentir um arrepio de ligeira vergonha. A verdade é que toda a gente sabe o que está a passar-se mas a lógica manda que depois de uma maré venha outra. É isto uma alegria do centrão.

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