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Sexo e pop.

por FJV, em 01.11.17

A feminista Camille Paglia acha que os homens são predadores por natureza. A avaliar pelas denúncias de assédio e abuso sexual no universo de Hollywood e seus arredores, Paglia (acaba de publicar Free Women, Free Men) tem razão. Há uma matriz nestes atores, realizadores e produtores de cinema agora denunciados e durante muito tempo protegidos – o abuso de poder e o cumprimento da sua missão venatória, hoje (felizmente) criminalizada. De resto, a cultura pop, dos anos 60 até hoje, é profundamente marcada pelo sexo – e pela sua banalização crescente e totalitária. Nada a fazer. Falar de uma “educação para o pudor” é uma velharia que se admite a dinossauros, ascetas ou cavalheiros, mas que não garante a aura de ídolo pop no mundo do cinema e da música (nem na universidade ou na política, como veremos nos próximos tempos), onde as hormonas têm passaporte ilimitado. Durante muito tempo as estrelas foram desculpadas por serem talentos fatais, de Polanski a Harvey Weinstein ou Brett Ratner (cada caso é um caso), eles próprios fabricados nesse mundo. Velhas histórias da indústria pop.

[Da coluna no CM]

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