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Plano quinquenal facultativo.

por FJV, em 03.05.17

Foram recentemente apresentadas as linhas gerais do novo Plano Nacional de Leitura, agora com piscadelas de olho “ao digital” – e tanto a experiente e apaixonante Teresa Calçada, que foi responsável pelas bibliotecas escolares e agora dirigirá o PNL, como o primeiro-ministro, teceram loas aos maravilhosos benefícios que a leitura prodigaliza. Quem não os conhece, nem que seja por ouvir dizer? Lamento discordar no que diz respeito à leitura como porta aberta para “a cidadania inclusiva” (não tem nada a ver) e lamento não ser muito otimista acerca do futuro, tal como ele está a ser preparado. A leitura será – infelizmente – uma das chamadas “práticas minoritárias”. Não pode concorrer com “o digital”, nem com as séries de televisão ou com o hip-hop das novas gerações. Nas regras que São Bento escreveu para a sua ordem, no século VI, contava-se a “obrigação de ler”. Não o “direito à leitura” mas a “obrigação”, física e moral – para não cair na “acédia”, ou seja, na dispersão e no desinteresse. Foi também isso que permitiu que “o livro” sobrevivesse até hoje, se me faço entender.

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