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Perigosa, esta coisa.

por FJV, em 16.08.17

Há tempos, uma dirigente socialista escreveu no Twitter um post escandalizado: então esta jornalista ainda não foi despedida? A ideia de calar os que têm outra opinião, que interpretam os factos de outra forma, que dizem uma verdade inconveniente (como era o caso), ou fazem uma piada, tem vindo ser adotada como regra. As opiniões de um funcionário num documento interno da Google foram o suficiente para que fosse despedido pela empresa porque o texto “perpetuava estereótipos de género”. A atriz Lena Dunham (série Girls) declarou no Twitter que, enquanto esperava um voo, ouviu dois empregados da American Airlines numa conversa “transfóbica” (o seu voo era noutra companhia, já agora); a companhia tratou de saber quem seriam os funcionários, para despedi-los. O comediante Bill Maher, insuspeito de simpatias republicanas (é campeão de piadas contra Trump), protestou esta semana contra o despedimento de Jeffrey Lord, um comentador pró-Trump da CNN apanhado numa piada de mau gosto – mas declaradamente piada. Há tempos, o próprio Maher usou a palavra ‘nigger’ numa piada e originou uma campanha para o seu despedimento da HBO. Está perigosa, esta coisa – e imbecil.

[Da coluna do CM]

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