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O Estado gosta de coisas sexy e cheias de marketing.

por FJV, em 03.08.17

Henrique Pereira dos Santos (HPS) é arquiteto paisagista, especialista em paisagem rural, conservação da natureza e autor de estudos sobre a matéria – e uma das pessoas que mais entende e escreve sobre incêndios. Ontem, no blogue Corta-Fitas, publicou um texto sobre um dos projetos que bem conhece, o da utilização de rebanhos e pastoreio como forma de gerir os territórios e, inclusive, de contribuir para a gestão dos fogos florestais. Do concurso público em que foi apresentada a proposta (“gestão socialmente útil do fogo nas nossas paisagens”) veio um conjunto de inanidades, cheia de palavreado que valha-nos Deus, excluindo o projecto de um total de 253. Protestaram e foi-lhes dada razão. É um método usado lá fora, onde está no topo das soluções – menos em Portugal, onde consumimos milhões a alugar helicópteros que não funcionam e a pagar manipulação de informação. Como escreve HPS, as autoridades querem coisas mais sexy e cheias de marketing. Por exemplo, subsidiou-se com 1 milhão de euros um projeto de monitorização de incêndios por drones. Sim, também não funciona.

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