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O cantinho do hooligan. Onde se pode ser extremista, 2.

por FJV, em 06.01.17

Soares Dias é o melhor árbitro português. Talvez o segundo melhor seja Jorge Sousa, que deixou um penálti por assinalar contra o Benfica e a favor do Sporting (o de Pizzi, monumental). Soares Dias deixou dois penáltis por assinalar no FC Porto-Benfica (um deles, a mão de Mitroglou, seria ‘transporte’ em voleibol). A contabilidade de penáltis por assinalar deixa o FC Porto prejudicado — mas, por exemplo, no Chaves-FC Porto, o FCP teve cinco penáltis para marcar e só aproveitou dois; então? Rui Santos, ui ui, garante que, se tivessem sido arbitragens correctas, o FCP iria à frente do campeonato com sete pontos de vantagem. Digo isto por dizer, e para ganhar outra vantagem — é que, no jogo com o Moreirense, o FCP Porto teve uma hora para jogar e marcar e não o fez. Depois, foi o que se viu: Danilo expulso e uma gargalhada monumental. Nuno Espírito Santo portou-se bem: parecia a Rainha de Inglaterra — «Nós etc etc.» Ninguém bateu no árbitro, ao contrário do que aconteceu no Setúbal-Sporting, onde o árbitro (fraquinho) assinalou um dos dois penáltis cometidos pelo Sporting (o que não foi assinalado mostra Coates a querer despir a camisa do jogador do Setúbal – e logo por detrás), e mesmo assim teve direito a investidas de Jesus, Nelson e Coates à frente das câmaras de televisão (até Adrien esteve para levar, por andar ali metido a separar árbitros, polícias e equipa técnica do Sporting). O resultado é que o grande problema do Sporting se chama Jorge Jesus, e não Bruno de Carvalho nem “arbitragens”. Quanto ao FC Porto, um dos problemas é o “estilo Rainha de Inglaterra” de Nuno Espírito Santo.

Explico. Há qualquer coisa que me escapa no plural majestático de Nuno Espírito Santo – aquele “nós” tanto se refere a ele próprio, como ao plantel mais ao treinador, como ao FC Porto em geral, como à Santíssima Trindade em particular. O que é certo é que, mesmo tendo em conta o reduzido interesse da Taça CTT, o FC Porto (“nós”) está atrás do Moreirense e do Belenenses. Isso não deixa a equipa (“nós”) numa situação confortável, porque quem se deixa empatar com o Feirense (“nós”) há de ter dificuldade em desativar a Juve, quando chegar a altura. Nuno E.S. anunciou que (“nós”) vai refletir, mais precisamente “nós, equipa técnica”. Uma das coisas em que pode refletir é no desinteresse com que a imprensa acompanhou mais uma derrota da equipa treinada por “nós”, justamente uma segunda linha quando era preciso a divisão Panzer.

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