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Mérito ou não.

por FJV, em 12.10.17

O Prémio Maria Isabel Barreno é atribuído a “mulheres criadoras de cultura” e não cabe aqui discutir o mérito de cada uma das premiadas (nas edições de 2013 e de 2016 – a lista foi anunciada ontem), segundo a avaliação da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e de um departamento do Ministério da Cultura. Pelo contrário: há quase unanimidade na apreciação desses nomes – e escolher Paula Rego ou Joana Carneiro, Elisabete Matos ou Bárbara Bulhosa, Joana Villaverde ou Cristina Paiva apenas entre 52% da população (ou mulheres portuguesas da “cultura portuguesa”) acaba por, injusta e involuntariamente, reduzir-lhes o mérito: elas distinguem-se entre os 100% de portugueses, homens e mulheres. Portanto, premiar mulheres distintas por serem mulheres não é valorizar o seu lugar. Na literatura como no cinema, na edição, nas artes plásticas, no jornalismo, na invenção da vida de todos os dias, as mulheres têm um papel cada vez mais importante, decisivo – e também maioritário. Lutar pela igualdade de género “nas artes” é ridículo. As mulheres estão lá por mérito e na primeira linha.

 [Da coluna do CM] 

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