Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Jeanne Moreau, a beleza pérfida.

por FJV, em 31.07.17

Se se lembrarem de ‘Viva Maria’ (1965), de Louis Malle, hão-de recordar-se de Jeanne Moreau ao lado da sex symbol da época, a Bardot. Ao contrário desta, que respirava uma energia visível, um perfume juvenil e corporal, Moreau pairava mais atrás, como uma beleza sem descrição, tão subtil como em A Noite, de Antonioni (1961), com Mastroianni e Monica Vitti (o seu contraste), tão perversa como no filme-escândalo da temporada, Les Amants (1958), de Louis Malle (onde interpreta o papel de uma mulher casada que trai o marido e o amante) ou tão inesperada que só podia ser retocada por mão de mestre em Jules e Jim (um triângulo amoroso) pela sensibilidade de Truffaut (de 1962), que havia de amadurecê-la em A Noiva Estava de Luto (1968), depois de passar pelas mãos de Luis Buñuel no cru Diário de uma Criada de Quarto (1964). A sua beleza era pérfida (veja-se Ligações Perigosas, de Roger Vadim, 1959), difícil e de um erotismo malvado (Orson Welles coloca-a em Macau em Uma História Imortal, adaptação do texto de Karen Blixen) – não era para meninos, se me faço entender.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Blog anterior

Aviz 2003>2005