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‘Je suis Paris.’ ‘Jag är Stockholm.’ ‘Ich bin Dortmund.’ Interminável.

por FJV, em 11.04.17

Londres, Madrid, depois Paris, Bruxelas, Nice, Londres outra vez, Berlim, Estocolmo. A cada ataque, “os europeus” vestem t-shirts alusivas exprimindo uma solidariedade acossada e que é já meio pateta. ‘Je suis Paris.’ ‘Jag är Stockholm.’ ‘Ich bin Dortmund.’ Somos todos e de todo o lado. Podíamos acrescentar Mar Gigis e Alexandria, no Egito. Podíamos acrescentar Síria e Sudão. A Crimeia e a fronteira ucraniana. A Europa vive uma crise invisível a que fecha os olhos sob o manto agradável da linguagem: “não ceder ao medo”, fazer a vida de todos os dias, contar os mortos – os nossos, aqui; os nossos, noutro lado. 100 mil cristãos perseguidos são mortos por ano em todo o mundo (sem que o Papa, enfraquecido, seja realmente severo em relação ao assunto) e os judeus começam a abandonar de novo a Europa com receio do fundamentalismo, instalado sobretudo em França e na Bélgica. A Europa do bem-estar absoluto acreditou que estava a salvo, cultivando o laicismo e a ilusão de superioridade e de arrogância sobre os territórios bárbaros, que só teriam de aceitar “o nosso modo de vida”. Tempos incertos.

 

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