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Grandes livros.

por FJV, em 04.05.17

Há alguma razão para falarmos dos “Grandes Livros”? Há. Por causa do tempo que eles transportam, por serem uma exceção à mediocridade, por terem resistido à passagem de milhões de outros livros, por terem criado mundos que só dependem das suas páginas. Em tempos envolvi-me em discussões sobre o Plano Nacional de Leitura e a sua extensão – com tantos livros incluídos nessa lista, correríamos o risco de não haver distinções entre os “Grandes Livros” e aqueles que se limitam a não padecer de erros ortográficos. Mas era uma batalha perdida. Uma das perversões do “julgamento democrático” assenta nesta pergunta básica: “Quem decide o que são os Grandes Livros?” Um grupo de iluminados? Não vale a pena argumentar. O anti-elitismo, em matéria literária, leva mais rápido à mediocridade geral, que pode ser saborosa, mas não distingue o mau do bom. Eu também gosto de maus livros (e de maus filmes), mas não forço ninguém a gostar de maus textos e de maus exemplos. Já em relação aos “Grandes Livros” – tenho saudades deles todos os dias. E tenho pena de a escola os ter expulsado.

 

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