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É uma espécie de longa travessia do deserto.

por FJV, em 13.12.17

O Webster, o dicionário dos dicionários em língua inglesa, elegeu “feminismo” como a palavra do ano. Também podia ser “assédio”, “abuso”, “denúncia”, e compreender-se-ia que se tratava de feminismo. 2017 foi o ano de tudo isso, e foi uma longa marcha desde o século V, quando a matemática, astrónoma e filósofa Hipátia foi assassinada em Alexandria por uma horda de cristãos em fúria, que a queimaram – ou, recuando, desde que Fatima Al-Fihriya Al-Qurashiya, filha de um mercador de Fez, fundou nesta cidade a biblioteca de Al Quaraouiyine no século IX antes da nossa era. Ou desde que, em 1678, A Princesa de Clèves foi publicado anonimamente, ou quando, em 1847, Charlotte Brontë publicou Jane Eyre, trinta anos depois de Mary Shelley, também anonimamente, ter publicado Frankenstein. Cada um destes nomes é hoje analisado, estudado e admirado independentemente de ser mulher – mas o caminho até à dignificação (das investigadoras do Centro 3B da Universidade do Minho como do futebol feminino) não é fácil. É uma espécie de longa travessia do deserto que nos deve encher de orgulho.

[Da coluna no CM]

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