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Dracula, Bram Stoker.

por FJV, em 29.05.17

Parece que há cerca de quatro anos a editora inglesa Constable & Robinson recebeu um manuscrito, The Cuckoo’s Calling, Quando o Cuco Chama, de um autor desconhecido, Robert Galbraith. Na resposta, o editor dizia que se tratava de um livro comercialmente inviável e recomendava mesmo que Galbraith, ai dele, tivesse aulas de “escrita criativa”. Erro crasso: Galbraith era o pseudónimo que J.K. Rowlling (criadora de Harry Potter) usava para as histórias policiais do detetive Cormoran Strike, e o livro foi um sucesso comercial. Coisa diferente ocorreu há 121 anos, quando a mesma casa editora aceitou publicar um “romance de horror” de um vago jornalista irlandês que trabalhava em Londres no Telegraph, Bram Stoker. O livro não foi um best-seller imediato, mas Conan Doyle (o criador de Sherlock Holmes) achou-o magnífico e a crítica, em geral, comparava-o a Frankenstein, de Mary Shelley, às obras de Stevenson ou Poe, ou a O Monte dos Vendavais. O personagem principal era um conde que vivia entre a Transilvânia (na atual Roménia) e a Moldávia – e o livro era Drácula, publicado a 26 de maio de 1897, há 120 anos. Passado todo este tempo, Drácula ainda povoa os nossos pesadelos.

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