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Chick-noir.

por FJV, em 01.05.17

Não faço parte do grupo de almas que se escandaliza com a “violência no futebol”, porque desde há muito que está escrito esse guião: grupos, maioritariamente dirigidos por energúmenos que frequentam ginásios e vivem à margem da lei, e que atuam com certa impunidade, uma vez que nenhuma autoridade tem coragem para enfrentar as forças organizadas dos clubes. Digo isto e sei do que falo, porque participo – com muita honra – num programa de futebol na CMTV, porque me envergonham tanto as claques a entoar cânticos patetas (no meu clube também) como os políticos que se sentam nos camarotes (capturados pelos “presidentes”). Antes do Sporting-Benfica deste fim de semana houve as “naturais” tropelias entre adeptos e soldados. Pelo meio, uma morte – tudo leva a crer, um assassínio. Estranho que até ontem à noite nenhum político tenha aparecido a interrogar-se em público sobre os factos ou a exigir investigação. Um crime violento ligado ao futebol merece não apenas o estupor das bancadas, mas um inquérito policial célere, exemplar – e castigador. Ou toda a gente tem, mesmo, medo do futebol?

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