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Catacumbas de ressentimento.

por FJV, em 30.08.17

Um dia vai discutir-se se a ASAE vai ou não poder entrar numa loja de brinquedos e acabar com a trampolinice que é a existência de secções para rapazes e para raparigas. O assunto não me incomoda. Ao ler o despacho exarado pela Comissão de Igualdade de Género acerca dos famosos livritos não vi nada de novo além de novilíngua e indigência. O costume, nenhuma novidade; não me interessa. Felizmente, os meus filhos são pessoas livres e não vão sujeitar-se à ignomínia de lerem livros submetidos ao exame prévio daquelas catacumbas de ressentimento. De resto, é uma guerra perdida; o único remédio é rir: basta dizer que alguém encontrou seis atividades mais difíceis para rapazes e apenas três mais difíceis para meninas – e ficou sem poder ter orgasmos durante vários dias. No Centro de Investigação 3B da Universidade do Minho, pelo contrário, trabalham 150 investigadores desconhecidos da CIG (são responsáveis por 50 patentes internacionais, em vez de fazerem ativismo de sofá). Mais de metade são mulheres. São muito melhores do que os rapazes. São o meu – e o nosso – orgulho.

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