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Branca de Neve.

por FJV, em 20.12.17

Passam amanhã 80 anos sobre a estreia de Branca de Neve e os Sete Anões, a primeira longa-metragem animada dos estúdios Disney. Confesso: acho tudo insuportável, tanto o filme como a história original, dos irmãos Grimm (de 1812, supõe-se), inspirada em histórias orais alemãs. Prefiro uma versão albanesa em que a princesa vive rodeada de 40 dragões e não é envenenada por uma maçã mas pela picada de um anel. Mas sim, é um marco – e uma história infantil que satisfez milhões de crianças, inspirou a imaginação de psicanalistas e de romancistas (como Donald Barthelme, Angela Carter ou A.S. Byatt) e entrou na nossa cultura de forma afável e duradoura. Há cerca de um mês, no entanto, uma mãe inglesa pediu que o filme não fosse mostrado ao seu filho de seis anos (e iniciou uma petição pública para que a proibição se estendesse) porque o momento em que o príncipe desperta Branca de Neve com um beijo configura uma situação de “abuso sexual” – e ela não queria que o seu jovem rebento pensasse que as raparigas podem ser beijadas enquanto dormem. Portanto, já não sei o que vos diga.

[Da coluna no CM]

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