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Boaventura, o amiguinho dos circenses.

por FJV, em 03.08.17

Compreendo – com dificuldade, mas com paciência – a nostalgia estalinista de alguns comunistas históricos, pelo menos até chegar à parte do Gulag, das purgas, dos julgamentos forjados e das vagas de assassínios (os textos de Lenine já mostram a tendência criminosa do autor e do regime). Mas tenho alguma dificuldade (é uma maneira de dizer) em entender que Boaventura Sousa Santos ache graça ao regime venezuelano, um subproduto do caudilhismo latino-americano alimentado por ideólogos europeus pagos com regularidade (dos trotsquistas ingleses aos especialistas circenses do Podemos espanhol). Um regime que mata nas ruas, que fecha jornais e televisões, que desperdiça e empobrece os recursos do país, que obriga os seus concidadãos a insuportáveis e intermináveis missas (assisti a dez horas de celebração com Chávez e é um pouco menos que abjeto), que manipula e falsifica um milhão de votos, que manda os seus capangas esmurrar deputados ou prender ilegalmente os oposicionistas, não é companhia que se recomende. Será que defendem isto para Portugal, os amiguinhos de Maduro?

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